Francesco Farioli, treinador do FC Porto, em declarações na Flash Interview da Sport TV, após o triunfo por 1-0 frente ao Nacional, na partida a contar para a 22.ª jornada da Liga:

Vitória num dia especial

«Foi uma boa vitória. Sobretudo num dia tão especial para o clube, temos a oportunidade de dedicar esta vitória ao antigo presidente [Pinto da Costa]. Acho que é também uma forma de honrar o legado, por isso penso que é uma boa conjugação de fatores. Na realidade, creio que a melhor prova da competência que temos é a dos jogadores que entram no onze e dão uma resposta tão positiva como o Zaidu. O último jogo em que foi titular tinha sido em Utrecht, no final de outubro, e hoje fez 90 minutos com um nível máximo de foco e dedicação. Estamos onde estamos pela força do plantel. Todos estão prontos para jogar, todos estão prontos para ajudar. Esta semana foi realmente complicada, por causa das lesões do Samu, do Kiwior e do Martim [Fernandes]. Especialmente a do Samu é uma perda grande. É algo que nos afeta muito, porque sentimos a dor que temos partilhado nestes dias. Por isso era importante reconstruir o grupo numa situação em que tínhamos também a pressão de voltar a conquistar um resultado importante. Mas penso que a resposta foi muito boa e agora temos mais uma semana para preparar o próximo jogo e continuar a avançar.»

Gabri Veiga foi preponderante

«Nas bolas paradas ele é, sem dúvida, um fator. A qualidade de passe dele é uma ferramenta importante que já utilizámos várias vezes e que nos deu vantagens. Acho que foi um excelente cruzamento e um cabeceamento muito bom do Jan [Bednarek]. Estou muito feliz e também contente por termos podido dedicar esta vitória ao Samu. Viram a camisola, por isso foi especial.»

FC Porto não quebrou depois de dois jogos sem vencer

«A primeira parte diz muito sobre aquilo que fizemos na primeira mão. Agora cabe-nos manter o melhor ritmo possível. Penso que a equipa demonstrou hoje que é capaz de jogar com uma determinada intensidade. Claro que, como sempre, há muitas coisas a trabalhar e a desenvolver. Mas tanto os que começaram como os que entraram ajudaram muito a manter um nível de exibição elevado contra uma equipa que hoje, como dizemos em Itália, «vendeu cara a pele», ou seja, lutou até ao fim. Viu-se como competiram. Por isso, os meus parabéns para eles e para o treinador deles. Quanto a nós, estamos muito satisfeitos com o resultado. Agora temos alguns dias para recuperar energias e depois entramos num período com vários jogos. Será importante recuperar todos e continuar em frente.»