Nem 15 minutos da segunda parte bastaram para o FC Porto resolver o que parecia ter adiado até ao intervalo. Três golos no espaço de dez minutos antes da hora de jogo, por Samu, Nico González e Galeno, recolocaram o dragão no caminho das vitórias, após a derrota europeia na Noruega e em fim de semana do 131.º aniversário do clube. Deniz Gül fechou as contas da goleada (4-0) nos minutos finais.
A expulsão do turco Güven Yalçin, em cima do intervalo, condenou o Arouca ao fracasso no Dragão. O 0-0 rapidamente foi desfeito após o recomeço, o FC Porto caminhou para um final de tarde tranquilo, recuperou o 2.º lugar perdido por horas para o Benfica e estreou Fábio Vieira, que recebeu a ovação da noite.
Os dragões iniciam da melhor forma uma semana com três jogos em casa: seguem-se o Manchester United e o Sp. Braga. Dois testes à prova de fogo no (e para o) Dragão, que neste domingo teve ainda um grande momento de homenagem aos bombeiros antes do apito inicial.
Meio-campo de cara lavada, 45 minutos de avanço
Vítor Bruno fez quatro alterações em relação à derrota com o Bodo/Glimt, fazendo regressar Alan Varela, Vasco Sousa, Pepê e Galeno ao onze inicial. Saíram Eustáquio, Iván Jaime, Grujic e Gonçalo Borges (os últimos dois nem no banco esta noite). Meio-campo de cara lavada, mas um FC Porto a tardar em cimentar o seu jogo. Acabou, apesar de melhor até ao intervalo, por dar 45 minutos de avanço ao Arouca. Mas, com 11 para 10, percebeu-se que seria uma questão de tempo…
Os primeiros 20 minutos foram de alguma anarquia. O FC Porto, decidido em chegar à área do Arouca, tardava porém em definir da melhor forma para atingir pela certa a baliza à guarda de Mantl, que apesar de ter mantido o 0-0 até ao descanso – e quando lá não esteve, Popovic substituiu-o para negar a grande ocasião de golo a Pepê aos 29 minutos – teria ligação direta, pela negativa, ao evoluir do marcador.
Até foi o Arouca a ter a primeira ocasião mais perigosa, por Yalçin (20m), turco que acabaria a primeira parte a colocar em maior perigo a sua equipa. Já amarelado de forma desnecessária por se ter colocado à frente de Diogo Costa num pontapé de baliza, foi expulso após uma falta dura sobre Alan Varela (43m) e tudo seria diferente na segunda parte.
Samu abre caminho à goleada, Gül dá música ao Dragão
A fechar a primeira parte, Samu e Zé Pedro já tinham cheirado o 1-0 e dois minutos bastaram na segunda para Samu – já começa a ser hábito – abrir o marcador num lance meio às três tabelas, mas a premiar o faro pelo golo do espanhol, que marcou o quinto golo nos quatro últimos jogos pelo FC Porto.
A partir daí, tudo se complicou ainda mais para o Arouca e Mantl piorou tudo com um passe arriscadíssimo para David Simão. Nico González roubou-lhe a bola e fez o 2-0 (52m). Golos a cada cinco minutos e Galeno fez o 3-0 aos 57, concluindo na área após canto de Alan Varela.
Já com o Arouca fora da luta pelo resultado, Gonzalo García ajustou a equipa com as entradas de Chico Lamba e Pedro Santos (saíram Sylla e Trezza) e a equipa passou a jogar com uma linha de cinco atrás, para evitar mais estragos, tapar espaços e ter mais soluções na saída a jogar.
Certo é que o jogo teve sentido único e Deniz Gül acabou como o daddy cool da noite. Tinha entrado para a segunda parte – para a saída de Vasco Sousa, fez o 4-0 (segundo golo em dois jogos) e deu música (a música que já faz furor) aos ouvidos dos portistas, numa noite que terminou ainda com Rodrigo Mora (estreia na Liga e no Dragão pela equipa principal), André Franco e Eustáquio em campo e com a vitória mais expressiva do FC Porto em 2024/25.