FIGURA: Jan Bednarek

Nos grandes palcos, não falha. Frente ao Sporting, voltou a assumir o papel de “xerife” no eixo defensivo do FC Porto. Limpou tudo o que lhe apareceu pela frente com a exuberância habitual, com destaque para uma interceção providencial, aos 17 minutos, quando Pote se preparava para se isolar perante Diogo Costa. Absolutamente imperturbável.

MOMENTO: Fofana faz desabar o muro leonino (77m)

Num jogo tão amarrado como foi este Clássico, até o golo que o desatou se assemelhou a uma batalha épica, com os atiradores portistas a tentarem fazer desabar a muralha leonina. E a verdade é que ela só caiu à quarta investida, quando Seko Fofana, em noite de estreia, bateu Rui Silva. O Dragão quase veio abaixo. Pudera.

Outros destaques:

Seko Fofana: estreia de sonho para o último reforço de inverno a chegar ao Dragão. Rendeu Gabri Veiga no meio-campo, fazendo notar-se rapidamente a sua presença pela forma como pedia frequentemente a bola e se impunha nos duelos físicos. Depois apareceu o golo. O que mais poderia pedir?

Jakub Kiwior: de regresso ao centro da defesa, reeditou a famosa muralha polaca no Dragão. Atento às movimentações dos avançados do Sporting, também procurou lançar alguns ataques com passes longos. Saiu aos 63 minutos em dificuldades físicas, deixando o Dragão, e Farioli, em alarme para os próximos jogos.

Alberto Costa: como geralmente sucede quando está em campo, procurou dar largura ao flanco direito do FC Porto nos momentos ofensivos. Colecionou alguns cruzamentos e também tentou o remate, sem descurar as funções defensivas. Exemplo disso foi o desarme a Geny, ao minuto 61, depois de um sprint febril de largos metros para travar a ação do avançado do Sporting.

Victor Froholdt: de volta ao onze, depois de ter sido suplente frente ao Casa Pia devido a questões de saúde, exibiu-se ao seu nível habitual. Sempre em alta rotação, foi impetuoso na pressão aos adversários quando não tinha a bola e procurou dar soluções de qualidade no momento de construção ofensiva dos portistas.