No Estádio da Madeira, onde os dragões tinham perdido na última temporada, um cabeceamento certeiro de Jan Bednarek foi tudo o que separou Nacional e FC Porto (1-0), resolvendo um jogo equilibrado e evitando novo deslize no alto da Choupana.
Com três mudanças no onze dos alvinegros e cinco no dos azuis e brancos – e com baixas importantes como Samu e Kiwior – foi como que uma mini-revolução, sobretudo para o lado dos dragões, mas que tardou a produzir os efeitos esperados por Francesco Farioli.
O jogo começou com muito equilíbrio entre as duas formações, com as equipas de Nacional e FC Porto a dividir a posse de bola, mas sem grandes oportunidades, à exceção de um remate de Pietuszewski, aos 11 minutos e houve novo sinal de perigo dado pelos dragões aos 19. Rodrigo Mora deixou a bola à mercê de Deniz Gül, que atirou para a defesa de Kaíque. O lance acabaria por ser invalidado por fora de jogo, mas ficou patente a intenção.
Com o passar dos minutos, porém, tornava-se cada vez mais evidente que o FC Porto revelava algumas dificuldades para se afirmar em zonas ofensivas e o Nacional aproveitou para mostrar os dentes, chegando mesmo a ter uma das melhores oportunidades do primeiro tempo. Foi pouco depois da meia-hora que os alvinegros obrigaram Diogo Costa a mostrar reflexos rápidos para responder a um cabeceamento perigoso de Chucho Ramírez, na sequência de um pontapé de canto batido por Liziero.
Depois de uma primeira parte de um jogo muito repartido, mas interessante, o FC Porto entrou mais autoritário para o segundo tempo e foi conseguindo aproximar-se de forma mais consistente da baliza dos madeirenses.
Mas foi só depois de Farioli recorrer ao banco que os azuis e brancos conseguiram chegar à vantagem. Acabadinho de entrar, Gabri Veiga bateu um pontapé de canto na esquerda e encontrou Jan Bednarek a subir mais alto para cabecear para o fundo das redes.
Estava feito o mais difícil, desbloqueada a vantagem no marcador, e as alterações orquestradas pelo treinador italiano ajudaram a dar consistência ao meio-campo do FC Porto, que passou a gerir o encontro com mais calma e segurança.
A equipa da casa ainda tentou esboçar nova réplica, à semelhança do que fizera a meio do primeiro tempo, mas sem efeitos práticos, e rapidamente os dragões conseguiram afastar o perigo. A vantagem manteve-se e as tentativas dos insulares para surpreender o adversário ficaram apenas pelas bolas bombeadas e jogadas pouco consequentes. Pouco se jogou nos minutos finais e o FC Porto segurou a vitória num jogo que chegou a ser complicado.