O FC Porto esteve à beira de ficar com o depósito a meio e houve um momento em que viu o Sporting pelo retrovisor, mas fez uma última paragem, atestou e arrancou a toda a velocidade para manter a distância. Agora, a equipa de Francesco Farioli só precisa de pisar bem fundo no acelerador. Já dá para ver a meta e só um trágico acidente nesta autoestrada irá impedir o FC Porto de ser campeão.
Os dragões venceram o Sporting de Braga com uma reviravolta (2-1), naquele que era o jogo mais complicado até ao final da Liga e que esteve muito difícil, mas Farioli soube resolver desde o banco.
Amarrado, amarradinho...
Farioli tinha projetado um jogo aberto na Pedreira, mas a previsão saiu-lhe completamente ao lado, no que diz respeito à primeira parte. É que o FC Porto até entrou melhor, com chegadas à baliza de Lukas Hornicek e remates perigosos – ficou na retina um de Alan Varela a rasar o poste – mas o Sp. Braga soube aguentar esse momento de superioridade portista.
Os minhotos acalmaram-se com bola e assistiu-se, depois, a um jogo muito repartido, sobretudo disputado a meio-campo. O intervalo chegou com apenas um remate enquadrado, que pertenceu ao FC Porto.
Penálti abana o dragão
O grande clique no jogo deu-se quando António Nobre apitou para a marca de penálti com apenas cinco minutos decorridos no segundo tempo, por um agarrão de Gabri Veiga a Niakaté. Zalazar – ele que tantas vezes ficou um para um com o último homem do FC Porto na tentativa de o Sp. Braga superar a pressão alta dos dragões – encarregou-se de bater e, tal como contra Benfica e Sporting, não vacilou.
Sentido esse abanão, a equipa de Farioli teve de acelerar processos e o italiano também não fez por menos e lançou William Gomes e Terem Moffi.
Viu-se um dragão novamente com fome e outra disposição para atacar a baliza de Hornicek. Um dragão que não perdoou quando viu uma pequena oportunidade. Em suma, sagaz como tem sido.
Bastou uma distração na defesa arsenalista para Oskar Pietuszewski arrancar pela esquerda, receber o passe de Jakub Kiwior e servir de bandeja William Gomes.
Faltavam 20 minutos para acabar o jogo e Farioli mostrou novamente toque de Midas. Num canto cobrado por William Gomes, aos 80 minutos, Seko Fofana, ele que também foi suplente utilizado, aproveitou a sobra na área e não deu hipótese a Hornicek com um remate potente.
Depois, foi só gerir e aguentar.
De depósito cheio (de confiança e pontos), o FC Porto deu à chave e arrancou prego a fundo em direção à autoestrada para o título.