Francesco Farioli reforçou as críticas ao Sporting e à Liga pelo adiamento do jogo dos leões com o Tondela. Em conferência de imprensa, o treinador do FC Porto voltou a dizer que o emblema de Alvalade recebeu «tratamento especial» e deixou bicadas a Frederico Varandas e Rui Borges, sem esquecer até o gesto de Luis Suárez no Clássico da Taça.

FC Porto prejudicado com a marcação do Sporting-Tondela

«Não se trata de o FC Porto ser prejudicado, trata-se da Liga. Não jogamos sozinhos. Falamos de equipas que lutam pelo título e também pela permanência e tudo o que está ligado. Há duas semanas, quando fui muito educado e falei em “tratamento especial”, recebi muitas críticas de alguns colegas seus, até com um comunicado do outro lado. Aqui falamos de factos claros. Em relação ao Sp. Braga, receberam o mesmo tratamento. Trata-se de prioridade. A primeira é proteger as equipas que estão a jogar na Europa e isso é importante para o futebol português. É por isso que fico contente porque o Sp. Braga teve a oportunidade de descansar e isso até é uma desvantagem para nós, mas não ouviram uma palavra do meu lado sobre estarmos mais cansados do que eles. Por outro lado, se o calendário está cheio e adiamos um jogo sem saber quando vai ser remarcado, acho que é normal falar em tratamento especial.

O exemplo da Premier League é totalmente diferente. Estamos a tentar, não sei como dizer em inglês, mas em italiano é justificar o injustificável. Este tipo de tratamento… Talvez tenha chegado de paraquedas de outro país, mas há coisas muito claras. 15 minutos no VAR, esta situação, ainda estamos à espera da justificação sobre um jogador que fez um gesto em frente a uma câmara…. Podemos falar do que quiserem, mas são factos claros. Infelizmente, com o adiamento para uma data que não sabemos qual é, as pessoas esquecem-se, esquecem-se e esquecem-se. E, numa Liga onde tudo é tão apertado, para vencer a Liga, para conseguir a qualificação para a Europa e para evitar a permanência, acho que estes pequenos ajustes podem determinar o resultado final. Com estas coisas, não estamos a ir na direção de termos uma competição justa.

Dar lições morais ou falar de ética não nos faz estar no topo da ética. Falei sobre tratamento especial e mantenho as minhas palavras. Duas semanas depois, todo o futebol português percebeu que as minhas palavras não estavam longe da realidade.»