*Por Arménio Pereira

Um duelo inédito de treinadores italianos marcou o jogo desta noite, disputado no Estádio João Cardoso, entre o Tondela e o FC Porto, a contar para a 13.ª jornada da Liga. 

De um lado Cristiano Bacci, que assumiu o comando técnico dos «auriverdes» há menos de um mês, substituindo Ivo Vieira. Do outro Francesco Farioli, técnico dos dragões que se deslocava a Tondela com a motivação extra de poder ampliar a vantagem para os principais rivais. Sporting e Benfica empataram (1-1) na Luz na abertura da jornada e isso podia colocar leões a cinco e encarnados a oito pontos na tabela classificativa.  

Recorde um o filme do jogo.

No meio desta oportunidade dos portistas em poder consolidar o primeiro lugar, o Tondela tinha que responder em campo à fuga da desconfortável 16.ª posição. E, verdade seja dita, bastaram cinco minutos para ver um Tondela organizado e com capacidade de pressão na saída de bola do FC Porto. Aos poucos, os portistas foram soltando as amarras, principalmente, no corredor esquerdo muito povoado. Francisco Moura, Rodrigo Mora e Pepê combinavam os três para entrar com perigo na grande área tondelense. 

A partir dos 20 minutos, a equipa de Cristiano Bacci começou a sentir mais dificuldades para sair do seu meio campo. Em cima da meia hora (29m), William Gomes, no lado direito dentro da área, proporcionou a primeira grande defesa a Bernardo Fontes.   

Quatro minutos depois, numa série de ressaltos na área do Tondela, Rodrigo Mora introduz a bola na baliza de Bernardo Fontes, mas após a revisão do lance pelo VAR, o golo acabou anulado por 25 centímetros. O lance acabou por encorajar ainda mais a equipa da casa à medida que os nervos se iam apoderando da equipa portista. 

As equipas foram para o intervalo empatadas e o resultado não deixava de ser justo para o que tinha acontecido no relvado do Estádio João Cardoso.  

O recomeço da partida foi fatal para o Tondela, que em dois minutos viu os portistas marcarem dois golos. O primeiro de Samu (47m), que não aproveitou uma defesa incompleta de Bernardo Fontes a cabeceamento de Bednarek. O Tondela acusou o golo do adversário e num erro do guarda-redes brasileiro, William Gomes aproveitou para fazer o segundo golo (49m). A organização de Cristiano Bacci tinha sido desmontada por completo. O Tondela passou por dificuldades para se reencontrar. Agora era uma sombra do que tinha sido na primeira parte. 

O FC Porto sentiu que o jogo estava ganho e pôde fazer várias substituições, poupando Mora, William Gomes e Pepê a esforços desnecessários. Praticamente, a partir do segundo golo portista, não houve nada de substancialmente extraordinário que pudesse alterar alguma coisa no relvado do Estádio João Cardoso. A única coisa que realmente podia ter acontecido foi o terceiro golo do Porto (88m), após mais uma falha defensiva do Tondela.

O avançado espanhol Borja Sainz entrou dentro da área sem que fosse travado por qualquer adversário, mas o remate acabou por esbarrar num jogador do Tondela. O último remate com perigo acabou por pertencer à equipa da casa, com Maviram a disparar à entrada da área com a bola a passar ao lado do poste esquerdo de Diogo Costa.  

O jogo acabou logo a seguir com a vitória do FC Porto em Tondela, aumentando assim a vantagem para o Sporting e o Benfica.