O treinador do Gil Vicente, César Peixoto, fez a antevisão ao encontro frente ao Santa Clara, da 27.ª jornada do Campeonato nacional, mostrando confiança numa resposta da equipa, apesar da série de quatro jogos sem vencer.

Confiança no processo

«Não vencemos os quatro últimos jogos, o importante para mim é sermos consistentes. Já fizemos nesta segunda volta 14 pontos, temos menos três pontos do que na primeira volta, onde aconteceu uma fase semelhante e acabámos essa primeira metade em quarto lugar.»

Fé no trabalho da equipa

«Nem eu, nem os jogadores, duvidamos do que temos feito. Acreditamos muito no processo, no que estamos a fazer. E, sobretudo, é sermos consistentes. Não vamos ganhar os jogos todos, mas vamos tentar ganhar os jogos todos».

Dificuldades nos Açores

«É um campo tradicionalmente difícil, se tiver chuva a relva fica pesada, o vento também torna tudo mais complicado, mas não é só o campo. Acho que o Santa Clara tem uma excelente equipa, com qualidade individual que não reflete o lugar onde estão na tabela classificativa.»

Adversário moralizado

«O FC Porto está moralizado, vem de duas vitórias, por isso antevejo um jogo muito difícil, mas vamos lá para ir buscar os três pontos, independentemente da mais-valia do Santa Clara.»

Melhorar na decisão ofensiva

«Nos últimos dois jogos creio que a tomada de decisão, o último passe e a finalização pecaram um pouco. Por vezes faltou discernimento, mesmo que os adversários tenham sido felizes».

Controlo emocional

«No último jogo com o Alverca, a equipa jogou, na parte final, mais com o coração do que com a cabeça e, em alguns momentos, principalmente sem bola, ao querer pressionar a toda a hora, retirou-nos energia. Trabalhámos nisso.»

Ambição europeia assumida

«Não tenho medo das palavras. Só assumi agora porque o objetivo principal do clube, a manutenção, já estava garantido e estamos a fazer uma época tranquila. Já que estamos nesta luta, por que não assumir?»

«A decisão não foi só minha, perguntei aos jogadores e a resposta foi: vamos todos. Senti que a equipa precisava de sentir que o treinador não duvida deles nem do processo».

Época já é positiva

«Sem pressão nenhuma, porque já ganhámos esta época. O objetivo principal era a manutenção. Se não conseguirmos, não vem mal ao mundo. O clube e os jogadores estão muito mais valorizados».