Santi Garcia marcou o golo que segurou o Gil Vicente no 4.º lugar do campeonato. Apesar da saída do goleador, Pablo, e da muralha na baliza, Andrew, os gilistas continuam a cantar de galo e a surpreender no novo ano.

O triunfo na receção ao Nacional começou a ser construído no primeiro tempo. Murilo marcou para os de Barcelos e Zé Vítor empatou para os insulares. Na etapa complementar, o médio espanhol voltou a colocar os minhotos na frente e não mais tiraram as mãos dos três pontos.

César Peixoto fez quatro alterações, já esperadas, depois do empate na receção ao Sporting. Andrew, transferido para o Flamengo, Cáseres, que saiu lesionado diante dos leões, Espigares e Hevertton saíram da equipa e foram rendidos por Buatu e Konan, regressados da CAN, por Dani Figueira e Zé Carlos II. Já Tiago Margarido mudou duas peças depois da igualdade ante o Santa Clara. No meio-campo, Miguel Baeza deu o lugar a Laabidi e no ataque Daniel Júnior ocupou a posição de Pablo Ruan.

Os galos estiveram melhor no primeiro tempo, apesar do quarto de hora inicial ter sido dividido. O primeiro remate a uma das balizas até surgiu do lado dos insulares, a sair ao lado. Na resposta, Gustavo Varela cabeceou à figura de Kaique. O golo gilista surgiu à passagem do minuto 20. Canto apontado por Luís Esteves para a entrada da área onde surgiu Murilo a rematar de primeira para o fundo das redes. Jogada de laboratório que saiu na perfeição.

A resposta do Nacional foi imediata e letal. Também de pontapé de canto, o esférico bateu em Leo Santos e sobrou para Zé Vítor empatar. Os barcelenses pediram mão do central brasileiro, mas o VAR considerou o lance casual. Até ao descanso só deu Gil Vicente. Konan combinou bem com Luís Esteves e rematou para defesa segura de Kaique. Pouco depois, Buatu teve a melhor oportunidade, contudo falhou o desvio à boca da baliza.

A toada de jogo manteve-se no segundo tempo e voltou a ser o Gil Vicente a marcar primeiro. Depois da bem-sucedida jogada de laboratório que deu o primeiro golo, os gilistas voltaram a fabricar novo lance. Canto apontado à esquerda, o esférico sobra para a entrada da área onde o lateral Zé Carlos disparou uma bomba à trave da baliza insular. Na recarga, Santi Garcia rematou à meia-volta e colocou os adeptos barcelenses a festejar.

Ao contrário da primeira parte, o Nacional não conseguiu reagir. Paulinho Boia era o mais inconformado e o único que conseguia colocar a defensiva local em sentido. Ainda assim, o extremo quase borrava a pintura ao ser admoestado com o cartão vermelho, revertido pelo VAR por não ter acertado em Zé Carlos.

FIGURA: Santi Garcia (Gil Vicente)

Grande jogo do médio gilista, que até terminou o encontrou a ponta de lança. Santi Garcia esteve muito forte na pressão à defensiva madeirense e raramente perdeu uma bola. O espanhol tornou-se no homem do jogo ao apontar o golo que valeu três preciosos pontos, garantindo o 4.º lugar aos galos, aconteça o que acontecer. Até ao final, os barcelenses fecharam as portas da baliza e apenas Jesus Ramirez esteve perto de marcar: valeu a fantástica defesa de Dani Fugueira.

MOMENTO DO JOGO: Cartão vermelho revertido

Paulinho Boia foi o melhor jogador em campo do Nacional, mas quase deitava tudo a perder num lance em que tentou tirar de esforço do lateral Zé Carlos. Miguel Nogueira mostrou o vermelho direto por agressão, mas o VAR chamou o árbitro que, depois de ver o vídeo, trocou a cor do cartão para o amarelo

POSITIVO: Jogo 100 de Murilo

Fez um excelente jogo e foi premiado com um golo. Murilo abriu o marcador para o Gil Vicente ao minuto 20, mas a festa já tinha começado antes do encontro, altura em que o extremo foi homenageado por ter atingido os 100 jogos de galo ao peito.