Ricardo Soares, treinador do Gil Vicente, na sala de imprensa, após derrota por 2-1 frente ao Boavista:

«Queria acabar com uma vitória até porque transportava a equipa para um lugar melhor. Ficar na primeira metade da tabela era mais condizente com aquilo que nós produzimos. Chegámos cá numa situação difícil, em penúltimo, com a equipa com baixa autoestima.  Apesar de termos atingido os objetivos com distinção, valorizamos e de que maneira os jogadores que cá estão. O primeiro objetivo era a manutenção. Estou feliz porque atingimos o objetivo antes da última jornada.

[penálti falhado foi decisivo?] Claramente que é o momento do jogo. Entrámos bem no jogo. Na primeira parte, tivemos um futebol positivo, virado para o ataque, criámos várias oportunidades e marcámos. Na segunda também iniciamos bem e podíamos ter feito mais golos. Até esse momento o Boavista estava a ser pouco ofensivo e não estava a criar problemas.

O Boavista fez o golo numa transição. Nós reagimos, tivemos oportunidade para fazer o 2-1 e não fizemos. Depois o jogo depois ficou partido e o Gil Vicente não ganha nada com isso. O nosso adversário marcou, foi mais eficaz. Perdemos porque o Boavista foi eficaz e nós não. Os jogadores foram sérios, honraram os valores da cidadania e da competição.

[principais desafios desde a chegada] O Gil Vicente teve um futebol muito pressionante, uma posse de bola fantástica e fez jogos de altíssimo nível. Eu sempre disse que a minha equipa iria prender as pessoas à cadeira a ver o jogo em casa. Tivemos um futebol com grande dinâmica.

O grande desafio foi convencer os jogadores de que o caminho era este. Sabia o risco estava a correr, mas não abdiquei. Queríamos ir à final da Taça de Portugal, era um sonho, e isso deu uma densidade de jogos, também fruto da covid-19, enorme. Com jogos de três em três dias não foi fácil porque faltava o processo de treino. Ainda assim, batemos o recorde de vitórias fora de casa. Fico com a sensação que deveríamos e podíamos ter feito melhor».