Rui Almeida, treinador do Gil Vicente, na sala de imprensa, após derrota por 1-2 frente ao V. Guimarães:

«Primeiro, oferecemos os primeiros 25 minutos, apenas e só pela falta de pressão na construção do Vitória. Só conseguimos corrigir ao intervalo. O demérito é nosso porque desde o início devíamos ter feito. Depois por manifesta infelicidade pela falta de eficácia que demonstramos. Em terceiro, temos de perceber os momentos do jogo. A três ou quatro minutos do fim, temos de perceber que, quando não se consegue a vitória, que nunca em nenhum momento podemos perder o jogo. Simples.

Não há nenhuma equipa no mundo que fique tranquila a perder, isso não existe, mas isso não tem nada a ver com o trabalho que se faz. Se não criássemos oportunidades, estava preocupado. Não estamos contentes porque perdemos o jogo, mas do que fizemos estamos satisfeitos. Temos de resolver estes três parâmetros de que falei. Temos de trabalhar mais a finalização e sermos mais astutos. Estamos apenas na sexta jornada, o campeonato é muito longo.

Na parte da condição física os jogadores estão bem porque há jogadores que fizeram três jogos numa semana. É sempre mais fácil trabalhar sobre vitórias do que sobre derrotas porque isso dá mais confiança. Podemos ajudá-los com treinos e se produzimos sete ocasiões frente ao Guimarães, vai haver o momento que alguém vai marcar. Se não as têm, aí percebemos que estamos mal.

São três jogos de perfis diferentes, mas posso recuar ao jogo do Tondela e são jogos onde produzimos muito caudal ofensivo e falhamos as oportunidades. Podemos melhorar ainda mais, podemos ser mais criativos, porque temos de melhorar jogo para jogo. Nunca falo de árbitro e não falo mais esta época, mas não sou anjinho.

O Samuel já jogou várias vezes no centro de ataque. Ele é um jogador que percebe os momentos de jogo e isso é bom para saber os timings no processo ofensivo e defensivo. Eu costumo dizer que podemos não correr muito bem, mas temos de correr muito.»