Com atitude positiva, as duas equipas desenharam um bom espetáculo, emotivo e com oportunidades nas duas balizas. O Moreirense foi mais eficaz e alcançou em Faro a terceira vitória consecutiva, nos jogos fora de casa. Os algarvios continuam a sofrer golos em todos os jogos que realizaram no campeonato.

O Farense entrou melhor, com as linhas próximas e a equipa subida, orientando o sentido das ações para a baliza defendida por Pasinato. Aos farenses, só faltou melhor definição na finalização. Com boa troca de bola, o Farense conseguia explorar os flancos e chegar à linha de fundo, mas o remate nunca foi bem direcionado, principalmente da 1ª parte. Numa dessas movimentações, Ryan Gauld obrigou Pasinato a grande atenção, desviando para canto uma bomba do escocês.

Com avançados rápidos, aos poucos o Moreirense foi-se libertando e em velocidade explorou o adiantamento dos algarvios, começando a criar situações de perigo para a baliza de Defendi. Assim aconteceu num trabalho individual de Yan Mateus, da direita para o centro, com remate ao lado, mas a bola não passou muito longe do poste esquerdo, num prenúncio do que iria acontecer depois: ainda no seu meio-campo, Walterson roubou a bola a Cláudio Falcão e lançou Lucas Silva numa transição rápida, com o brasileiro a servir Yan Mateus, que com espaço rematou colocado, sem hipótese para Defendi. O Moreirense respondeu com eficácia à melhor entrada dos algarvios.

O Farense reagiu bem à desvantagem, voltou a pisar zonas recuadas do adversário e Ryan Gauld, no interior da área, esteve perto de empatar, levando a bola a rasar a barra. E até ao intervalo ainda houve tempo para o Moreirense voltar a explorar os espaços dados pelo adiantamento algarvio, com Lucas Silva, numa iniciativa individual, a obrigar Defendi a estar atento. Antes do intervalo foi Mansilla, de fora da área e num remate em jeito, a fazer a bola passar próximo da barra. 

No reinício, os dois treinadores mexeram nas suas equipas, com Jorge Costa a tirar Cláudio Falcão e Mansilla, para entrarem Jonathan Lucca e Madi Queta. Vasco Seabra retirou Steven Vitória, que já tinha amarelo - o quinto e irá falhar o jogo com o Benfica, tal como Alex Soares - e Walterson, para as entradas de Ferraresi e Rafael Martins.

A intensidade manteve-se, tal como os propósitos: o Farense aumentou a pressão em busca do golo e o Moreirense a tentar aproveitar algum erro que a equipa algarvia pudesse cometer, para atingi-la com transições rápidas, tal como foi feito até ao intervalo, e com êxito.

A formação da casa teve mais bola mas também encontrou mais dificuldades em encontrar a baliza de Pasinato e só quase com uma quinzena de minutos após o recomeço, a baliza foi alvejada, por Madi Queta, mas com a mesma falta de direção. A bola passou ao lado.

Jorge Costa refrescou depois o ataque com a entrada de Pedro Henrique e Madi Queta voltou a ter outra oportunidade, mas o remate que levava a bola bem direcionada, bateu nas costa de Licá e desviou do alvo. Os intentos do Farense sofreram grande revés a quinze minutos do fim, quando num  cruzamento de Abdu Conté, a bola em embateu nos braços de Tomás Tavares. Vasilica não teve dúvidas em apontar para a marca da grande penalidade, confirmada pelo VAR. Rafael Martins não falhou e aumentou a vantagem.

Nos descontos, Pedro Henrique aproveitou uma bola que Pasinato largou para a frente um cruzamento da direita, para encurtar distâncias... mas o tempo foi escasso para a vontade dos algarvios.