Os clubes da I Liga chumbaram, esta quinta-feira, a revalidação da proposta de distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA, aprovada em setembro de 2024, depois de o sufrágio não ter atingido os 75 por cento de votos favoráveis exigidos.

Na Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, realizada no Porto, registaram-se 12 votos a favor, quatro contra e uma abstenção, ficando a proposta a um voto da aprovação.

O Nacional foi o único clube do principal escalão ausente, enquanto o Marítimo também não se fez representar, sendo as votações realizadas por voto secreto, a pedido de várias sociedades desportivas.

Após o chumbo, os trabalhos foram suspensos por «questões técnicas», com o presidente da Mesa da AG, António Saraiva, a admitir dúvidas de interpretação quanto às consequências da não revalidação.

O presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, sublinhou que o maior impacto financeiro recai sobre os clubes da II Liga e mostrou abertura para encontrar uma solução de entendimento quando a Assembleia for retomada, em data ainda a definir.

«Esta votação precisa de ser sustentada quanto às suas consequências e os trabalhos serão retomados brevemente, logo que tratadas todas as dúvidas de alguma tecnicidade, como o facto de não podermos adivinhar o sentido de voto de quem não esteve presente», disse.