O Moreirense retomou o trilho dos triunfos, batendo o Santa Clara em Moreira de Cónegos por uma bola a zero com um golo já na fase final do encontro. Na sequência de uma bola parada, Maracás – que já tinha sido talismã no último jogo caseiro, frente ao Tondela – deu os três pontos aos cónegos.

A equipa de Vasco Botelho da Costa iguala o Sp. Braga, à condição, no quinto posto da classificação, dando mais um passo na boa temporada que está a protagonizar. O triunfo na tarde fria deste sábado foi recheado de fé, frente a um destemido Santa Clara, que não concretizou quando esteve por cima, acabando por sucumbir num lance de bola parada aos 87 minutos.

Claramente superior na primeira parte, encaixando o Moreirense junto à sua área, o Santa Clara teve sinal mais. Sem concretizar, viu o Moreirense equilibrar forças na segunda metade. Resistiu quando tinha de resistir o Moreirense, acabando por ser bafejado pelo sucesso. 

Sem saborear o triunfo nos últimos seis jogos, com pouca margem de manobra para os lugares aflitivos da tabela, o Santa Clara apresentou-se em Moreira de Cónegos destemido e disposto a assumir as despesas de jogo, mesmo perante uma equipa que à entrada para este confronto tinha mais uma dezena de pontos. Mais agressiva, mais convicta e com mais crença, a equipa de Vasco Matos impôs-se no meio campo cónego, teve mais bola e dominou o jogo. Sentido único no encontro perante um Moreirense que se limitou a resistir, perdendo duelos e sem capacidade para ter expressão ofensiva.

AO MINUTO: as incidências do jogo

Ia faltando, contudo, verticalidade aos açorianos para abanar as redes. Aos 22 minutos atirou ao ferro da baliza de André Ferreira, ao corresponder de cabeça a um cruzamento de Pedro Ferreiro. Lance bem desenhado pelo Santa Clara, com o avançado a tirar tinta do poste.

O principal lance de perigo dos cónegos na primeira metade nem teve interveniência direta dos homens de Vasco Botelho da Costa, sendo um erro do Santa Clara a quase entrar para os apanhados. Numa tentativa de atraso, de primeira, Sidney Lima faz a bola sobrevoar o seu guarda-redes, mas acabando por sair caprichosamente ao lado.

O chá de Vasco Botelho da Costa ao intervalo redimensionou o Moreirense para o jogo. A tarde continuou a não ser propriamente de muita inspiração, mas a equipa da casa igualou os açorianos na agressividade nos duelos e na intensidade da disputa de cada lance. Ficou quezilento o jogo, com muitos duelos, várias faltas com queixas de parte a parte. O que sobrou em entrega escasseou em espetáculo, com os dois emblemas a gladiarem-se, mas quase sempre longe das zonas de decisões, tendo as áreas quase que como adereços.

Aos 87 minutos uma bola parada deu os três pontos ao Moreirense. Foi novamente Maracás a fazer a diferença, na ressaca de um pontapé de canto, a atirar para o fundo das redes. Grande festa em Moreira; não é para menos. Os cónegos igualam, à condição, o Sp. Braga no quinto lugar. Sétimo jogo consecutivo sem vencer do Santa Clara.

A FIGURA: Maracás
Patrão da defesa do Moreirense, o central tem feito dupla com Gilberto Batista e, para além da tarefa defensiva, tem sido talismã para os cónegos. Apontou o único golo do encontro, na sequência de um lance de bola parada, amealhando os três pontos para o conjunto de Moreira de Cónegos. Já tinha apontado o golo do triunfo frente ao Tondela, voltando a ser o herói dos cónegos.

O MOMENTO: golo do Moreirense (87’)
Na ressaca de um pontapé de canto, o Moreirense faz abanar as redes. Bola cobrada para a área, a ressaltar para a entada da área, onde aparece o defesa central a encher o pé, disferindo um remate seco e colocado a sair fora do alcance de Gabriel Batista, apenas parando no fundo da baliza. Golo em cima da hora a definir o jogo.