FIGURA: Francisco Trincão (Sporting)

Foi uma espécie de “joker” no ataque leonino. Por onde andou, desequilibrou, sendo quase omnipresente nos desenhos ofensivos do Sporting. Faltou-lhe ser eficaz na cara de André Ferreira aos 9 minutos, tendo-se redimido no início da segunda parte quando fez o 1-0. Daquele pé esquerdo só saem coisas belas.

MOMENTO: mais um momento de Geny(o) (56m)

É, até ver, o momento da jornada. E quem o quiser destronar vai ter de tirar um coelho da cartola! O golo de Geny Catamo é um hino ao futebol, um grito de revolta numa fase em que de bola têm falado pouco os especialistas, por estes dias. Para ver e rever. E, sobretudo, para inspirar.

Outros destaques:

Maxi Araújo (Sporting): deu sempre profundidade ofensiva ao Sporting pelo flanco esquerdo. Ajudou a criar desequilíbrios por diversas vezes, mas faltou-lhe maior qualidade na definição dos lances para ter tido outro protagonismo no primeiro tempo. Melhorou na segunda parte, tendo assistido Trincão para o 1-0.

Geny Catamo (Sporting): se o Sporting atacou mais pelo flanco oposto ao do internacional moçambicano, isso não o impediu de assinar um momento sublime, para se ver e rever. É por golos como o que o apontou que os adeptos, sobretudo os do Sporting, não ficam em casa. E assim marcou, de forma indelével, o regresso à titularidade. A concorrência que se cuide.

Luís Guilherme (Sporting): tem mesmo uma qualidade enorme, como Rui Borges referiu na conferência de imprensa que antecedeu o encontro com o Moreirense. Com um físico que impõe respeito, tem muito futebol nos pés, o que lhe permite criar constantes problemas aos defesas. Não é fácil encontrar um jogador que concilie estas qualidades.

Gilberto Batista (Moreirense): no reencontro com o Sporting, esteve impecável no momento defensivo, ficando na retina uma interceção salvadora, aos 37 minutos, impedindo que Maxi Araújo se isolasse pela esquerda. Falta-lhe, ainda assim, maior serenidade nos momentos com bola, mas o potencial está todo lá.