O Moreirense fechou este domingo as contas da primeira volta do campeonato ao receber o Tondela em jogo da 16.ª ronda do campeonato. O acerto da Liga trouxe mais três pontos para os cónegos, que confirmam a temporada positiva. Um golo de Maracás, na sequência de um canto, valeu o triunfo (1-0) à equipa de Vasco Botelho da Costa.
Numa tarde fria e chuvosa, mesmo sem deslumbrar, a equipa do Moreirense confirmou o favoritismo e regressou aos triunfos em casa, somando 27 pontos. Um registo que vale a ultrapassagem ao Vitória de Guimarães, dividindo agora o quinto lugar da tabela classificativa com o Sp. Braga.
O tal golo de Maracás, que definiu o jogo, foi pontuado ao minuto 62 na sequência de um lance de bola parada, que materializou a supremacia da equipa da casa. Pontapé de canto batido por Alanzinho na esquerda, para que o central se fizesse valer da sua envergadura física para desviar para o fundo das redes naquele que foi o momento do jogo.
Um lance que definiu um jogo que, diga-se, esteve longe de ser brilhante. Pelo contrário, o jogo foi mesmo enfadonho, sem grandes momentos de intensidade e com poucos lances de ocasiões soberanas de golo, contrariando as estatísticas que demonstram que estes dois conjuntos não têm ficado em branco.
AO MINUTO: as incidências do jogo
Um cruzamento aqui, um pontapé de canto acolá e uma tentativa ou outro remate evitavam que os bocejos fossem ainda maiores. Neste figurino, o Moreirense, mesmo com quatro mudanças na equipa comparativamente com o triunfo na Vila das Aves, conseguiu ser mais incisivo na manobra ofensiva.
A jogar para objetivos diferentes, com o Tondela a poder sair dos últimos dois lugares, foi o Moreirense a sair por cima, sendo que apenas na segunda parte, num fogacho de frenesim de parte a parte, o jogo ficou emotivo. Logo após sofrer o golo o Tondela teve a principal chance do encontro: Maviram atirou ao ferro, apenas três minutos do golo sofrido, prometendo uma reta final viva.
Puro engano. Percebendo que não estava numa tarde de grande produtividade, o Moreirense organizou-se para fechar os caminhos da sua baliza, com Vasco Botelho da Costa a terminar o jogo com três centrais para segurar os três pontos frente a um Tondela que, em abono da verdade, não teve grande capacidade de resposta à desvantagem.
A exceção foi o derradeiro lance do encontro. Yan Maranhão comprometeu e deixou Afonso Rodrigues completamente isolado. O atacante tentou driblar Caio Secco, que fez a mancha e evitou o empate no derradeiro lance do jogo. No regresso a Moreira de Cónegos Cristiano Bacci não conseguiu ser feliz, com o Tondela a não dar seguimento ao triunfo da última ronda, mantendo-se assim nos lugares aflitivos da tabela classificativa. Intrometido na luta europeia, o Moreirense termina a primeira volta a um ponto do quarto lugar.
A FIGURA: Alanzinho
Assumiu a batuta, sendo o elemento mais esclarecido na equipa montada por Vasco Botelho da Costa. O médio do Moreirense destacou-se ao armar o jogo da equipa, sendo ao mesmo tempo um elemento precioso no auxílio à manutenção dos equilíbrios da equipa. Bate o canto que dá o golo do Moreirense.
O MOMENTO: golo de Maracás (62’)
Pontapé de canto apontado por Alanzinho no lado esquerdo do ataque dos cónegos. Bola colocada no coração da área, para Maracás desviar de forma decisiva para o fundo das redes, rubricando os três pontos num lance de bola parada que se revelou decisiva para o triunfo.