Tiago Margarido, treinador do Nacional, em declarações na conferência de imprensa após a derrota frente ao Estoril (1-0), na 26.ª jornada da Liga:

O Nacional até tem uma boa entrada no jogo, mas golo sofrido tirou clarividência à reação

«Concordo. De facto, a equipa entrou bem, e na primeira aproximação à baliza, o Estoril faz o golo. Depois disso, procurámos manter o mesmo padrão de jogo, um jogo curto e apoiado, só que estava a faltar um passe, uma receção. A equipa estava a perder bolas, o que nos estava a deixar intranquilos. Mesmo assim, penso que o Estoril não justifica a vantagem ao intervalo, porque foi um jogo repartido.
Na segunda parte, falámos com os jogadores, procurámos tornar o jogo mais simples, visto que estava a haver essa intranquilidade na circulação mais curta. De forma a simplificarmos o processo, procurámos afundar mais a equipa do Estoril por fora, para fazerem movimentos no corredor lateral para chegar a cruzamento. Conseguimos fazê-lo várias vezes, mas a verdade é que, sempre que havia uma disputa, sempre que havia um lance de duelo, o árbitro marcava falta para o Estoril e o jogador do Estoril ficava mais não sei quanto tempo no chão. Isso fez com que o jogo tivesse quebras sucessivas. Na segunda parte, os jogadores do Estoril utilizaram muito bem a quebra de tempo, o que fez com que nós não conseguíssemos manter uma avalancha ofensiva como pretendíamos.»

Resultado injusto?

«A verdade é que, por tudo aquilo que se passou, penso que é uma derrota injusta, porque o Estoril não fez muito para ganhar. Aliás, fez pouco para jogar sequer. Penso que o Estoril sai premiado e não premeia o futebol.»

Fica com muitas baixas para o próximo jogo

«Sim, é verdade. A lista de lesionados é grande. Temos muitas ausências e hoje a ausência do Liziero foi claramente notada. Principalmente por essas ligações curtas que acabei de referir, o que criou essa tal intranquilidade. A verdade é que temos uma lista de jogadores lesionados muito grande, estamos com poucas opções, estamos inclusive a fazer algumas adaptações. Mesmo assim, procurámos a partir do banco meter tudo aquilo que era possível para a frente. Metemos o Lucas, metemos o Pablo, metemos o Daniel, procurámos refrescar o meio com o André… tentámos de tudo, de forma a meter dentro do campo os jogadores ofensivos para chegar ao golo, mas não conseguimos.»

É obrigatório ganhar os próximos jogos, sobretudo os de confronto direto?

«Obviamente que é impreterível ganhar os jogos de confronto direto. Mas como eu disse desde o primeiro dia, nós olhamos para a classificação quando ela de facto for decisiva. Até então, temos oito jogos pela frente, e isto só interessa como acaba, não é como estamos no momento atual. Temos jogos decisivos, temos finais pela frente com adversários diretos. A verdade é que a classificação atual diz pouco para aquilo que possa ser o desfecho final.»