Luís Freire, treinador do Nacional, em declarações na conferência de imprensa após o triunfo caseiro sobre o Gil Vicente.

«Acho que foi muito valorizada a questão de não ganharmos em casa. Agora já ganhámos e não temos nenhuma derrota em casa, e em sete jogos apenas temos uma derrota, o que é positivo. O sabor especial é ver o meu grupo de trabalho muito alegre no final do jogo, isso é o melhor que um treinador pode sentir. Os jogadores estão felizes, tentaram ao máximo, e fico muito satisfeito com isso, isso é que me dá um grande alento. Ver a maneira como demos a volta ao jogo, que estava complicado para nós, e a atitude que eles tiveram, deixa-me muito orgulhoso. Isso é que me marcou e dá um alento especial.»

[O que é que lhes disse ao intervalo?]

«É preciso perceber que há um trabalho que temos de fazer todos juntos, no sentido de fortalecer a equipa. Vínhamos de três empates e uma derrota, sabíamos que tínhamos esse facto, que toda a gente ressalvou, de não ganharmos em casa, e precisávamos de dar essa resposta. Até começámos tranquilos, e não é fácil jogar com o Gil Vicente, que defende em 3-5-2, e até conseguimos chegar a uma segunda fase de construção, mas sem conseguir ameaçar a linha defensiva deles.

Depois os lances de grande penalidade também nos desequilibram emocionalmente. O Daniel fez duas grandes defesas e teve o mérito total de nos segurar na partida, mas acabámos por ser penalizados por uma primeira parte má, porque nunca conseguimos ser fortes como fomos na segunda.

Aquilo que mais queria era que chegasse o intervalo, para falar com os meus jogadores. O que fizemos foi alterar um pouco a dinâmica do ataque e pedimos à equipa para olhar para a baliza do adversário. No último minuto fomos premiados.»