Vítor Bruno, treinador-adjunto do FC Porto, em declaraçoes na zona de entrevistas rápidas da Sport Tv, após a derrota com o P. Ferreira, tendo em conta a expulsão de Sérgio Conceição já após o apito final.

«Hoje aconteceu futebol. O Paços ganhou e ganhou bem, saiu sempre bem, com critério. É verdade que na primeira vez que foram à nossa baliza fizeram golo. Tivemos possibilidade de marcar, mas não conseguimos. Depois, estivemos muitas vezes desequilibrados, o que não foi a primeira vez. Isso está a ser analisado todos os dias por nós com os jogadores.

Temos de perceber que estes jogos o símbolo não joga. Nunca foi o nosso apanágio apontar o dedo a ninguém. Fomos todos a falhar e agora temos de seguir em frente

[ausência de Pepe deixou equipa mais frágil]

«Não foi só a ausência do Pepe. Nunca nos encontrámos ao longo do jogo e o Paços saiu sempre.

É importante dizer que o Pepe não esteve no jogo hoje porque teve um teste inconclusivo. Ainda fez um outro teste hoje, mas como não tínhamos o resultado não pôde jogar.

Mas não é pelo Diogo Leite, ou pelo Mbemba. Não é pela linha defensiva. Estamos a falar de dinâmicas e numa primeira análise, até devemos olhar para o jogo de uma maneira diferente e perceber que a nossa primeira linha defensiva deve partir da frente e não apenas cá atrás.»

[a margem de erro do FC Porto é zero?]

«A margem não é zero, devemos estar a falar de menos três, menos quatro, menos cinco. Não há margem para erro, já não havia, agora menos ainda. Agora, há que contar com um plantel que é forte, que não cai que vai estar cá para a luta, como no ano passado, em que deram a equipa como morta, derrotada, em muitos momentos. Agora, como se costuma dizer, é preciso dar ao chinelo.»