A FIGURA: Marco Baixinho

Já vinha a ser o melhor elemento da defesa do Paços de Ferreira. Compenetrado e irrepreensível do ponto de vista posicional, negou a Dener uma boa oportunidade de golo nos instantes finais da primeira parte. Mas aquele corte aos 87 minutos em cima da linha de golo foi notável e permitiu ao Paços segurar um ponto que em circunstâncias normais não seria saboroso, mas que acaba por ser um mal menor face ao que produziu a equipa de Pepa.

 

O MOMENTO: Baixinho foi enorme. MINUTO 87

Lançado em jogo na segunda parte, Bruno Moreira recebeu solto de marcação e ficou a centímetros de dar a vitória aos algarvios. Um compasso de espera antes do remate tirou Jordi do lance e escancarou a baliza. O remate poderia ter sido mais forte, é certo, mas parecia levar a velocidade necessária para o sucesso, mas Baixinho foi enorme e protagonizou a… defesa da tarde.

 

OUTROS DESTAQUES

Jordi: não teve muito trabalho, mas revelou atenção extrema nas vezes em que a defesa pacense, por estar muito subida, o obrigou a ações corajosas.

Aylton Boa Morte: foi um pesadelo para Pedro Rebocho, que teve muitas dificuldades para conseguir travá-lo. Os dois lances mais perigosos dos algarvios nasceram de dois grandes trabalhos dele que Dener, primeiro, e Beto, depois, não conseguiram aproveitar. Na segunda parte sofreu um toque de Rebocho e praticamente desapareceu do jogo, saindo por volta dos 70 minutos.

Maurício e Lucas Possignolo: não foi só, mas também se deveu a eles a tarde desinspirada do Paços de Ferreira em termos ofensivos. Controlaram bem Douglas Tanque e deram tranquilidade a Samuel Portugal, que também esperasse ser posto mais à prova.

Dener: fez um bom jogo, mas foi pouco feliz a concluir. Teve duas oportunidades na primeira parte e uma terceira, ainda maior, na etapa complementar, mas atirou por cima.