A FIGURA: Pizzi. A influência habitual mesmo em modo poupança

Apresenta alguns sinais de desgaste nesta fase da época e terá sido por isso que não tinha sido aposta inicial em dois dos três jogos que antecederam o desta noite com o Rio Ave. Voltou ao onze e ainda que não esteja no nível elevadíssimo do arranque da temporada, voltou a ser preponderante. Assistiu Rúben Dias para o 1-0 e assinou o segundo numa execução deliciosa na qual tirou dois adversários do caminho antes de rematar para o fundo da baliza. É o homem-golo do campeonato, com sete remates certeiros.

O MOMENTO: golo Rúben Dias – MINUTO 32

Assinalou o jogo 100 com a camisola principal do Benfica com um golo, o segundo nos últimos dois jogos. Até essa altura, um Rio Ave personalizado dividia cada palmo de terreno com o campeão nacional e ameaçava tornar o jogo mais difícil do que acabou por ser até ao golo da tranquilidade que libertou a equipa da casa para um futebol mais perfumado.

 

OUTROS DESTAQUES

Cervi: travou com Nélson Monte uma batalha intensa na primeira parte, mas não se ficou pelo corredor esquerdo. Contribuiu muito para o futebol ofensivo das águias, sobretudo numa altura em que o Rio Ave estava a conseguir bloquear a construção de jogo dos homens de Lage. Foi dele a primeira boa ocasião de golo do jogo, num remate que Kieszek travou com uma defesa fantástica. Já perto do intervalo desequilibrou do lado direito e voltou a não ficar muito longe do golo. Subiu ainda mais a alta voltagem na segunda parte e foi dele o passe para o 2-0 de Pizzi. Até a apito final de Carlos Xistra procurou o golo quase desalmadamente. E tinha-lhe assentado na perfeição. Grande jogo!

Vinícius: potência física, capacidade para reter bola e técnica assinalável. O avançado brasileiro consegue reunir todos estes atributos. Ganhou a maioria dos duelos travados com os centrais vilacondenses.

Nuno Santos: o jogador que passou pela formação do Benfica foi uma gigante dor de cabeça para André Almeida e esteve na origem dos dois lances mais perigosos do Rio Ave nos primeiros 45 minutos. Serviu Tarantini para um remate de boa posição aos 11 minutos e, já com 1-0, deixou o lateral direito das águias para trás antes de acertar no ferro direito da baliza de Vlachodimos. Menos influente na etapa complementar, mas aí toda a equipa visitante entrou em falência física.

Jambor e Filipe Augusto: com Tarantini mais próximo de Taremi, coube ao croata e ao brasileiro a tarefa de impedir as tentativas de penetração do Benfica pelo corredor central. Sem espaço ali, Gabriel baixou muitas vezes no terreno e foi daí que tentou em várias ocasiões passes de rotura, mas nem nisso foi particularmente bem-sucedido. Por culpa destes dois médios, embora Jambor se tenha exibido uns furos acima de Filipe Augusto. Não tiveram o mesmo andamento na segunda parte.