O Sporting sente estar obrigado a vender ninguém, mas acredita também que não há jogadores intransferíveis. Por isso, e quando se fala em nomes como Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva ou até Gelson Martins, a posição da SAD leonina é que são todos vendáveis, desde que pela proposta certa.

E a proposta certa, segundo foi possível saber, não são 25 milhões de euros: só acima de disso.

De resto, e mesmo que não saia ninguém, o clube surge no mercado disponível para voltar a investir na equipa principal, à semelhança do que fez o ano passado.

Como Jorge Jesus disse no domingo, a Academia de Alcochete sozinha não chega para alimentar um candidato ao título, pelo que é preciso juntar-lhe bons valores internacionais, como foi o caso de Bas Dost. Nesse sentido, o Sporting surge disponível para investir dez milhões de euros num, em dois ou até em três jogadores, se surgirem boas oportunidades de mercado.

E o dinheiro? 

O Sporting recorda que vendeu os direitos televisivos por 515 milhões de euros e que se for necessário pedir um adiantamento desta verba, não há problema. O contrato com a NOS foi uma almofada que não entrou nas contas da reestruturação financeira, considera a SAD, pelo que a sobrevivência do clube estaria assegurada mesmo sem este dinheiro.

Importante em Alvalade é construir uma equipa que permita ao Sporting ser campeão, que é no fundo a grande prioridade do clube. Bruno de Carvalho mantém nos círculos próximos, aliás, a promessa de uma equipa campeã duas vezes nos próximos quatro anos, sendo que se não o for já na época 2017/18 vai fazer uma reflexão sobre se deve continuar à frente do clube.

O presidente promete tolerância zero, mas promete também não colocar as culpas por um fracasso em cima dos outros nem tornar o Sporting um cemitério de treinadores. Por isso assumirá ele o fracasso e obrigar-se-á a uma reflexão.

Refira-se, de resto, que a estrutura do Sporting - que como o Maisfutebol já escreveu conta com Bruno de Carvalho no papel de diretor desportivo, em estreita colaboração com Jorge Jesus, e com a assessoria de André Geraldes e de Guilherme Pinheiro (este com o papel das negociações de contratos) - a estrutura do Sporting, dizia-se, considera que foram cometidos erros esta temporada que não podem repetir-se.

Um deles passa pela construção do plantel, que chegou a ter 33 jogadores, o que significa duas equipas de onze jogadores que não são titulares. Ora isso gerou uma grande insatisfação em alguns jogadores, que contaminou o plantel.

Por isso e para a próxima temporada, o Sporting quer ter um grupo de apenas 24 ou 25 atletas.