Bruno Lage, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após o triunfo sobre o Rio Ave por 2-0:

«Ao intervalo tentámos acertar o que começámos a fazer sensivelmente a partir dos 15 minutos. A nossa forma de pressionar tinha de ser diferente para não nos expormos sobretudo no espaço entre linhas nas costas do Gabriel. Estávamos preparados para isso, mas que não fosse pelo Tarantini.

Não pressionávamos na frente, chegávamos tarde. Passámos a mensagem que teríamos de pressionar como foi contra o Portimonense e depois acertar essas situações.

Na primeira parte temos duas boas oportunidades de golo, mas a primeira é nossa: a primeira com um remate do Cervi para grande defesa do guarda-redes e depois Vinícius a receber, orientar e a fazer um remate que passa rente à trave.

Uma primeira parte equilibrada e uma reentrada muito forte na segunda. Com o 2-0, o jogo ficou do nosso lado e criámos várias oportunidades de golo. Um Benfica a crescer mas teve de ser com enorme determinação, organização e reorganização em função dos problemas que o adversário nos colocou ao longo da partida.»

[Benfica tem o melhor ataque e defesa da Liga, tendo também a melhor defesa dos campeonatos europeus. O que significa isto?]

«Quer dizer que nos dedicamos sempre da mesma forma ao trabalho.

Há três jogos as estatísticas eram tão importantes que pouca importância deram ao registo de 25 vitórias em 27 jogos.

Agora estamos numa sequência de cinco vitorias e vão colocar as estatísticas numa situação favorável. Há três jogos, quando um jogo não foi tão bem conseguido, uma estatística quase histórica não teve importância nenhuma.

O importante é fecharmos um jogo e seguir para outro, porque esta é a nossa vida.

Pensem um pouco no que nos passou em cinco jogos: parecem cinco semanas para nós, mas passou em duas semanas. É quase como perdermos a nossa chave de casa, estarmos meia hora aos gritos e ao barulho a ver onde está a chave e de repente encontramo-la.

A equipa não estava a encontrar-se com as boas exibições. Muito barulho, muito barulho, os nossos adeptos têm dado uma resposta fantástica, como deram em Tondela. A equipa não estava num bom momento mas estiveram lá para a apoiar.

E a equipa voltou a encontrar-se, os adeptos encontram-se com a equipa e todos juntos encontramos as chaves mais rápido. Depois olhamos para trás e vemos que não era preciso estarmos meia hora ao grito e ao barulho. Era preciso era estarmos todos juntos.»