José Couceiro, treinador do V. Setúbal, em declarações na sala de imprensa no final da partida em que a sua equipa conquistou um ponto, no terreno do Rio Ave.

«Não fico satisfeito [com a qualidade da partida]. Foi um jogo em que as duas equipas tiveram, em vários momentos, muito respeito uma pela outra. São duas equipas que querem ter posse e comandar o jogo, e ao não terem surgido golos, o jogo teve tendência a manter-se fechado e muito tático. Podíamos ter ganhado o jogo, como podíamos ter perdido. O jogo teve aspetos interessantes, mas não estou satisfeito. Teria ficado, se tivéssemos definido melhor no último terço, se tivéssemos marcado e vencido o jogo. Assim, não fico satisfeito. É mais um ponto, mas não tenho um contentamento especial.»

[sobre as queixas por alegado anti-jogo dos sadinos]

«Acho que é injusto. Se formos falar de arbitragem – que não é a nossa função -, o que dizer de um lance na primeira parte, na área do Rio Ave? Se formos discutir essas coisas, perde-se um bocado o bom-senso. Evidentemente que o público acha que as coisas têm de ser feitas no mesmo segundo, mas não têm. Não foi isso que definiu o jogo. Por exemplo, não há muito bom-senso em o 4.º árbitro ser o árbitro do jogo contra o FC Porto. Acho que é uma questão de equilíbrio. Estas questões dão pano para mangas e isso não é o fundamental. O jogo podia ter tido muito mais qualidade do que teve, mas em muitos momentos teve qualidade, mas tornou-se muito fechado e não foi tão interessante. Quando uma equipa joga em casa e os seus adeptos acham que já ganharam o jogo, obviamente que estas questões ganham alguma importância em termos emocionais. Mas não mais do que isso.»

[foi o Rio Ave que impediu o Vitória de assumir o jogo?]

«Mais na segunda parte. Na primeira não vi isso. O Vitória até fez uma primeira parte superior. Na segunda, o vento aumentou, o Rio Ave passou a jogar de forma mais direta, as chegadas à área são diferentes. Eu preferia ter jogado ao contrário, mas o Rio Ave sabe qual é o campo que escolhe, evidentemente. E isso teve alguma influência. AS pessoas são um bocado esquecidas em relação a algumas coisas: o Rio Ave teve mais posse de bola do que o FC Porto e do que o Sporting quando jogou com essas equipas. Nós sabemos quais são as características do Rio Ave e temos de nos opor com a capacidade que temos. Definimos mal quando entrámos no último terço e fomos penalizados por isso, empatando o jogo.»