Miguel Cardoso, treinador do Rio Ave, comentou desta forma a vitória frente ao Nacional, na Madeira (1-2), em encontro referente à 34.ª jornada da Liga 2020/21. A equipa de Vila do Conde terminou a prova na 16.ª posição e vai disputar um playoff com o 3.º classificado da II Liga.

[Vitória com sabor agridoce?] «Acho que a tentação é pensar que isso é verdade, mas não vale a pena pensar assim. Temos de pensar que é mais uma oportunidade para ficarmos onde merecemos estar, em função do que é o clube, a SAD, a cidade, e acima de tudo a motivação e o trabalho dos meus jogadores. Sabíamos que hoje era fundamental ganhar, para que o que quer que acontecesse nos outros campos não nos pusesse um peso negativo. Conseguimos, mas outros também foram competentes. É com um grande sentido de responsabilidade que vamos encarar este período de trabalho, com grande respeito por qualquer adversário que possa aparecer. Pode parecer que hoje era um jogo fácil, mas não era. Era um jogo difícil, contra um adversário que tem qualidade, tem orgulho, tem um treinador, uma equipa técnica e um grupo de trabalho que merece muito respeito e que fez o seu trabalho de dificultar a nossa tarefa. Fomos bravos e resilientes para lidar com o resultado negativo. Sabíamos que podíamos colocar mais pressão sobre os outros campos, mas isso agora já não é importante. Pedi aos jogadores para não jogarem a pensar no que aconteceu há duas ou três semanas, mas para encararem como uma oportunidade de vida.»

[O que disse ao intervalo aos jogadores:] «Ao intervalo disse-lhes: “estamos a perder, mas estou a disfrutar, porque vocês estão a jogar com prazer”, e assim é mais fácil que as coisas possam acontecer. Uma palavra de grande respeito e admiração para os meus jogadores, por aquilo que fizeram em campo. Parabéns também para aqueles que conseguiram ficar diretamente na Liga. Uma palavra para o campeão, para aqueles que conseguem ir à Europa, e uma palavra muito forte para o professor Manuel Machado e para o Jorge Costa, duas pessoas pelas quais tenho uma consideração muito grande, e também para o Nacional e o Farense, que são dois clubes com a sua grandeza e que orgulham o país.»

[Rio Ave entra como favorito no play-off?] «Não acho que haja favoritos quando se chega a este ponto das competições, como ao longo deste campeonato se verificou. A ausência de público, a motivação das equipas que vêm de baixo, de percursos bons. Não há favoritos, o favorito é aquele que, quando o árbitro apita para começar o jogo, põe as suas forças em campo. Aquele que deixar alguma coisa de fora vai estar um passo atrás.»