Miguel Cardoso descartou o favoritismo do Rio Ave para o jogo contra o Arouca, da primeira mão do play-off de acesso à Liga, mas reconheceu «a responsabilidade de honrar o clube».

«Quando se chega a este ponto da época não há favoritismo. Se alguém se esquecer de competir ao mais alto nível e que tem que jogar melhor que o adversário, naturalmente deixará de ser favorito. Partimos com responsabilidade de honrarmos os pergaminhos do clube e a ambição do grupo», referiu, em conferência de imprensa.

O técnico dos vilacondenses lembrou que a equipa terá de se apresentar nos dois jogos «com o pensamento na vitória» e não pensar em gerir os acontecimentos. 

«A abordagem séria é entrar no primeiro jogo logo para ganhar. Não acredito que as equipas vão procurar o empate. Se não entrarmos a pensar na vitória pode ser perigoso. Temos de nos apresentar como no jogo anterior [frente ao Nacional], com empenho e responsabilidade, procurando o melhor resultado possível do primeiro ao último minuto», partilhou.

Apesar de ter ficado em zona de playoff, o Rio Ave quebrou uma série de 11 jogos sem vitórias ao triunfar na Madeira (2-1). Miguel Cardoso confessou que a equipa se conseguiu «libertar» e espera que esta repita a postura contra o Arouca. 

«Vimos de um resultado final que não nos deu o que queríamos [manutenção direta], mas onde competimos bem e nos libertámos de um conjunto de coisas. A expectativa é transportar esse estado de espírito e a capacidade para este jogo, pois assim seremos mais capazes», analisou. 

Apesar da expectativa positiva, Miguel Cardoso alertou para a qualidade da formação arouquense. 

«É uma equipa competente, bem treinada, que sabe o que faz e com jogadores com experiência e com formação em grandes clubes. Se facilitarmos ou não encaramos este play-off ao mais alto nível teremos problemas», vincou. 

Apenas André Pereira, Jambor e Júnio Rocha são baixas na equipa do Rio Ave que joga esta quarta-feira, às 21h45, em Arouca.