Rui Patrício assume-se, em entrevista à France Football, como jogador-adepto do Sporting, mas confessa que não sabe quanto tempo mais vai continuar nos leões.

«É raro ver-se hoje em dia um jogador estar há tantos anos a jogar pelo mesmo clube. Eu já estou aqui há 17 anos, o Sporting é a minha segunda casa e sou jogador-adepto, agora não sei quanto tempo é que ficarei aqui, porque nunca se sabe o dia de amanhã», afirmou.

Questionado sobre se iria terminar a carreira no Sporting, respondeu: «São coisas que não podemos controlar. Podia dizer que gostava, mas como lhe disse não sei o dia de amanhã e, sinceramente, isso é algo que não me preocupa, o mais importante é ajudar o Sporting a alcançar os seus objetivos».

«Quero ser melhor todos os dias, pois não há nada garantido na vida. Todos os dias tenho de estar bem», disse o guardião, acrescentando: «Temos de sair da nossa zona de conforto e querer sempre mais».

Na entrevista, o guarda-redes falou ainda sobre os elogios de Casillas e Schmeichel pelas suas defesas na final do Euro, mas rejeitou estatuto de herói: «Não sou herói e nunca me senti como um herói após os jogos. Aliás, não gosto de falar de mim, mas quando ganhamos, ganhamos todos. O mesmo sucede quando perdemos. Nesse jogo da final todos tiveram um papel importante, os que jogaram e os que não jogaram, o treinador no banco… No meu caso, Anthony Lopes e Eduardo foram fundamentais, éramos três mas foi como de fossemos apenas um», frisou.

E também falou sobre a estátua em Leiria depois do Europeu: «Não gosto de ser o centro das atenções, fico um pouco desconfortável. Claro que acabo por ficar feliz pela homenagem, é uma grande honra, ainda bem que foi agora, pois habitualmente só se fazem estátuas depois das pessoas morrerem», gracejou.