Entre o triunfo frente ao Nottingham Forest e a viagem aos Países Baixos para defrontar o Go Ahead Egles, o Sp. Braga tirou uma escapadinha para despachar (5-0) o Alverca no campeonato, construindo uma goleada simples e sem grande história, a não ser o evoluir do marcador. Pouco intenso, 22 anos depois o Alverca voltou a Braga para acumular erros.

Numa fase crucial da época no que às contas europeias diz respeito, com a passagem direta aos oitavos de final da Liga Europa praticamente carimbada, Carlos Vicens fez a gestão do plantel, trocando cinco elementos. Destaque para a estreia do central bósnio Barisic na defesa, que vestiu pela primeira vez a camisola arsenalista.

De regresso à pedreira, mas agora com outro emblema, Custódio manteve a base do Alverca. Isaac James foi a única novidade no onze, alinhando no lugar do emprestado Chissumba. Vindos de dois triunfos, os ribatejanos queriam dar um salto na tabela, mas acabaram por passar por um autêntico pesadelo no Minho.

Chapa quatro na primeira parte 

Zalazar foi uma das novidades do Sp. Braga e esteve verdadeiramente endiabrado. Já lá vamos. Após um início sem grande intensidade, foi Vítor Carvalho a abrir o ativo aos 17 minutos com um remate de fora da área, de primeira, na ressaca de um canto. A bola ainda desvia em Sabit Abdulai, traindo André Gomes. Estava feito o mais difícil: daí ao descalabro do Alverca foi um ápice.

A realidade em que o Sp. Braga nem precisou de acelerar nos limites, fazendo o marcador evoluir de forma natural. Seis minutos depois Zalazar ampliou a vantagem com um remate violento, após livrar-se de Meupiyou. Lincoln, com uma má entrega, precipitou o lance. 

Após marcar, o uruguaio assistiu. Passe açucarado para Pau Victor, a picar a bola por cima da defesa, para o espanhol desviar de forma simples para o fundo das redes de um Alverca cada vez mais perdido em campo. Chapa quatro ao intervalo; ainda havia tempo para o capitão, Ricardo Horta fazer o gosto ao pé antes do derradeiro apito do árbitro. Falta sofrida por Zalazar, claro, a dar a Horta a oportunidade de também ser feliz.  

Gestão bracarense sem sobressaltos, até à mão cheia

Os indicadores estavam lá e Custódio não foi indiferente. Lançou Crisanto, Marezi e Chiquinho ao intervalo, na tentativa de revitalizar a equipa. Conseguiu; em parte. O resultado foi menos desnivelado, mas isso também se deve, em grande parte, ao desacelerar do Sp. Braga, que entrou em modo gestão.

Chiquinho, de regresso à competição, ainda mexeu um pouco com um jogo. Destemido, fez da velocidade uma arma para traçar alguns rasgos, mas sem efeitos práticos. Atenta, a defensiva bracarense conseguiu sempre sanar os lances sem ter de passar por calafrios. 

Para que a segunda parte não fosse demasiado cinzenta, Fran Navarro ainda fez o gosto ao pé, em mais uma má abordagem defensiva do Alverca. Terceiro triunfo consecutivo, simples e pragmático, demonstrou estar qualitativamente acima deste Alverca. Exibição demasiado pálida dos ribatejanos, que nem chegaram a incomodar. Segue-se o conjunto do Go Ahead Egles no caminho bracarense, que já é quarto na Liga, ainda que à condição.