O presidente da mesa da assembleia-geral do Sp. Braga acusou o comando da Polícia de Segurança Pública (PSP) de censura por inviabilizar uma tarja no jogo com o Vitória, da I Liga de futebol.
Em declarações à agência Lusa, Fernando de Almeida Santos notou que a única razão inicialmente alegada pela PSP foi a de que o conteúdo das tarjas, com 2.500 metros quadrados e que ocupariam toda a bancada nascente do Estádio Municipal de Braga, não se enquadrava no apoio ao clube.
Lembrando que seria a terceira vez que os adeptos bracarenses apresentariam uma coreografia dessa dimensão, Fernando de Almeida Santos defendeu que «a tarja é claramente alusiva à cidade de Braga, tem inclusivamente o primeiro emblema do Sporting Clube de Braga lá», pelo que «é absolutamente descuidada a decisão do comando distrital da PSP do ponto de vista da autorização».
«Não tinha impacto nenhum, nem mal nenhum. Foi uma má vontade para não chamar desconhecimento ou ignorância sobre o assunto», disse o dirigente.
Para Fernando de Almeida Santos, a PSP voltou a errar ao dizer num segundo momento que «não aceitaram a tarja por questões de segurança», nomeadamente pela natureza inflamável dos materiais.
«Ou seja, a primeira grande razão não tinha nada a ver com segurança. E, de repente, em vez de se desculparem e reconhecerem o erro, ainda vão tentar emendar a mão. Claramente nota-se que existe aqui uma falta de humildade e um descuido da PSP perante a situação, que revoltou a direção do Sporting de Braga», disse.
Sobre essas eventuais questões de segurança invocadas pela PSP, o líder da AG do Sp. Braga recorreu à sua experiência profissional.
«Foi um recurso de última hora, conveniente, mas que não colhe, para justificar o injustificável», disse.
«A única razão foi uma razão de censura, não sei se consciente ou inconsciente, nem sequer quero pensar que seja consciente, mas que originou tudo o resto», reforçou.
O dirigente notou que a PSP «presta muito bom serviço à sociedade», mas «quando erra ou quando não faz as coisas da forma adequada, também tem de saber ter a humildade de perceber que não esteve bem: neste caso particular, deve um pedido de desculpas ao Sporting de Braga», concluiu.
A decisão «criou frustração» nas pessoas e «originou determinadas reações» que, depois, obrigaram as forças policiais a reagir com «legitimidade», mas também de forma «cega», acusou, «cortando a direito entre pessoas inocentes, como senhoras e crianças».