Não foram precisos três. Um Zalazar chegou para que o Sp. Braga vencesse o Vitória de Guimarães no dérbi mais escaldante do Minho! A partida teve todos os condimentos que faz desta rivalidade histórica especial: muita emoção e alguma confusão e muitos golos. O que nunca falta, também, é o fervor dos 20 mil adeptos que estiveram nas bancadas a apoiar as equipas de início ao fim.
No futebol jogado, os bracarenses estiveram melhor num desafio de parada e resposta. Zalazar, de grande penalidade, abriu o marcador e Barisic, com um autogolo, deixou tudo empatado. Ainda antes do descanso, Ricardo Horta deu nova vantagem à turma arsenalista, desfeita, já na segunda parte, por Gustavo Silva. A estucada final foi dada por Zalzar, que bisou e colocou os guerreiros de volta no 4.º lugar – o Gil Vicente só joga este domingo.
O dérbi mais quente do Minho começou com quase dez minutos de atraso e esteve cinco minutos parado, logo no início, devido ao arremesso de foguetes para o relvado pela claque bracarense, que abandonou o recinto logo de seguida. Carlos Vicens mudou apenas uma peça no onze depois da derrota sofrida em Barcelos, trocando Gabri Martinez por Diego Rodrigues. Já Luís Pinto fez duas alterações em relação ao jogo com o Estrela. Saíram Abascal e Camara e entraram Miguel Nóbrega e Nelson Oliveira.
Depois da atribulação inicial, foram os de Guimarães os primeiros a estar perto de marcar. Diogo Sousa, depois de roubar a bola a Moutinho, obrigou Hornicek a aplicar-se. Os bracarenses reagiram e acabaram por chegar à vantagem, na transformação de uma grande penalidade. João Pinheiro viu falta de Beni sobre Diego Rodrigues e assinalou o castigo máximo, que Zalazar se encarregou de converter.
A vantagem durou apenas um minuto, por Saviolo apareceu na direita a cruzar para o autogolo de Barisic. O central falhou o corte e marcou na própria baliza. O jogo estava vivo e os de Braga mostravam maior eficácia. Numa excelente jogada coletiva, Zalazar, já na área, deu de calcanhar para Ricardo Horta dar nova vantagem aos guerreiros. Os locais ficaram perto de marcar logo depois, valendo a segurança de Charles. O guarda-redes vitoriano impediu que Zalazar e Horta bisassem, mantendo o marcador na diferença mínima.
Zalazar não perdoa
O jogo fervilhava dentro e fora das quatro linhas e a segunda metade trouxe mais emoção. O Vitória entrou com vontade de chegar à igualdade e nem dez minutos foi preciso esperar. João Mendes com uma forte arrancada percorreu meio-campo, deu o esférico na direita em Saviolo que cruzou para o segundo poste onde apareceu Gustavo Silva a encostar para golo. Mas a divisão de pontos durou apenas três minutos.
Contra-ataque rápido da turma arsenalista, Horta conduz pela esquerda e dá no meio em Zalazar. O uruguaio sentou um defesa e o guarda-redes e bisou na partida. Voltavam os guerreiros a fazer a festa nas bancadas. Os treinadores começaram, então, a refrescar as equipas com o intuito claro de levar os três pontos desta partida. Porém, os vitorianos sentiam dificuldades para chegar ao ataque, continuando a ser os bracarenses a estar melhor.
Até ao final, destaque para a pedida de Camará que, na cara de Hornicek, não evitou a mancha do guarda-redes. Já nos descontos, Telmo Arcanjo rematou à meia-volta, já no interior da área, e Hornicek voou para segurar a vitória.