«A minha luta não é contra a opção dos clubes de recorrerem a entidades financeiras, mas contra a chegada ao mundo de futebol de dinheiro que não se sabe de onde vem, cujos proprietários não se sabe quem são», disse o presidente do Sporting em entrevista à agência espanhola EFE e citada pela Lusa, acrescentando que se trata de pessoas com relações «com paraísos fiscais» e que «podem ter a ver com apostas ilegais ou com drogas».

«O futebol não pode ser o santuário de todo o dinheiro sujo, só porque precisa dele», insiste o dirigente, numa entrevista em que também se mostra crítico dos empresários, considerando que «criam ilusões» aos jogadores.

«As regras dizem que os clubes só podem falar com um jogador depois de chegarem a acordo com as equipas em que jogam, mas não se passa assim», afirma.

Contudo, em relação em concreto a Jorge Mendes, o presidente diz que já acertou várias renovações com o empresário português e acredita que mais tarde ou mais cedo» farão algum negócio conjunto.

O Sporting mantém um conflito com o fundo de investimento Doyen, a quem foi condenado pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) a pagar mais de 12 milhões de euros no âmbito do processo da transferência de Marcos Rojo para o Manchester United.