Rui Borges, treinador do Sporting, em conferência de imprensa, após a vitória (4-1), sobre o Rio Ave, na 33.ª jornada da Liga. O técnico dos leões confessou que a equipa teve dificuldades em contrariar a forma de jogar dos vilacondenses e elogiou a postura após as expulsões.
Últimos dois jogos foram à imagem da época
«A imagem está sempre, fomos sempre uma equipa muito ofensiva, goleadora e voltamos a sê-lo. Nunca fugimos a isso. Foi uma vitória difícil, uma primeira parte difícil, sofremos golo cedo e estivemos sempre sob risco. Sabíamos o que o Rio Ave faz bem, a atrair a equipa adversária para um bloco alto, depois jogam uma bola direta para as suas duas referências. Quando não entram nessa profundidade direta, são muito ativos na segunda bola e provocam muito a superioridade sobre linhas defensivas adversárias. Aconteceu isso na primeira parte quase toda. Sabíamos que o jogo deles era este. Perdemos alguns duelos, o que dificultou a primeira parte. Depois, melhorámos, fizemos golo e fomos felizes no segundo. A segunda parte não tem história, é do Sporting, a equipa não relaxou com a superioridade numérica, manteve-se a controlar o jogo, sempre ligados. Era importante não adormecer. Mesmo com menos um, o Rio Ave poderia ser perigoso, porque os homens da frente são muito rápidos e fisicamente fortes. A vitória acaba por ser justa.»
Rio Ave provocou o quatro para quatro e Sporting não explorou as conduções de bola dos centrais
«Mais do que a condução, facilmente quebrámos a pressão do Rio Ave. Eles faziam pressão a um homem e era facilmente batida. Numa fase inicial estávamos a exagerar no jogo interior, mesmo com homens livres, falhámos passes sem necessidade, a bola podia ter corrido mais sobre os corredores para depois atrair por fora. Insistimos no jogo interior e perdemos bolas, eles em transição são fortíssimos e criaram uma ou outra perigosa. Sabíamos que íamos bater quatro para quatro, tentámos ajustar a meio da primeira parte, o Morita ganhou ali algumas bolas. O Rio Ave esticava a primeira bola. Quando a bola vinha do redes ou de central para central, acionávamos a pressão e os nossos médios não precisavam de estar expostos às referências, porque eles não procuravam médios. Também por termos sofrido golo cedo, a equipa ficou ansiosa, queria pressionar todos e focou-se nas referências. Ao intervalo tentámos ajustar e conseguimos fazer isso, depois ficámos em superioridade numérica e controlámos até ao fim. Era apenas mais coberturas dos médios.»