Triunfo suado mas justo, aquele que o Sporting averbou este sábado na Choupana, diante de um Nacional que foi para o intervalo a vencer, em jogo da 3.ª jornada da Liga. Os leões sentiram muitas dificuldades para desmontar a estratégia madeirense no primeiro tempo, mesmo com a turma de Tiago Margarido reduzida a dez elementos. Mas no segundo tempo tudo correu de feição aos comandados de Rui Borges, em especial a Pedro ‘Pote’ Gonçalves, que marcou três dos 4-1 que selaram um triunfo, mantêm o bicampeão invicto e no topo da classificação.    

Canto cobrado por Liziero, no lado esquerdo do ataque do Nacional, cabeçada de Léo Santos para o 1-0 e com o guarda-redes Rui Silva a ficar muito mal na fotografia. Decorria o minuto 3 do jogo, e o bicampeão deixou-se surpreender num lance de bola parada quando as duas equipas ainda estavam a assentar a estratégia planeada para o duelo. 

Ferida tão precocemente, a equipa lisboeta fez questão de acelerar o seu jogo e começou a aproximar-se da área dos insulares com perigo, mas pecando na eficácia, com Luis Suárez a rematar lado, aos 5m e 9m, ou por excesso de pontaria, como ficou patente no remate à barra de Pote, aos 10m.

Satisfeita com a vantagem, a turma de Tiago Margarido cerrou fileiras num bloco baixo que dava tudo para não permitir espaços, aceitando o sofrimento com naturalidade. O Sporting continuou a insistir, mas evidenciando dificuldades para encontrar os melhores caminhos para as redes à guarda de Lucas França. Trincão e Pedro Gonçalves, entre os mais inconformados, deram nas vistas com remates que saíram muito perto dos postes, aos 26m e 33m.

O Nacional foi resistindo ao assédio leonino, que passou a contar com Giorgi Kochorashvili após este render o lesionado Morita, aos 32 minutos, mas a falta de eficácia ofensiva do Sporting foi imperando, até mesmo depois de os madeirenses ficarem reduzidos a dez, na sequência de expulsão de Pablo Juan (37 minutos), por acumulação de amarelos.

Já perto do final do intervalo, Hjulmand enquadrou-se bem face a um cruzamento/remate de Ricardo Mangas, mas só com Lucas França pela frente, cabeceou ao lado… Os leões dominaram e tentaram de tudo no primeiro tempo, mas acabaram por ir para o descanso com o credo na boca. Em cima dos 45 minutos, Liziero cobrou um livre lateral e Matheus Dias, ao segundo poste, sem grande oposição, cabeceou ao lado. 

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Durante o descanso, Rui Borges deverá ter pedido mais cabeça aos pupilos, mantendo a confiança no onze que terminou a primeira parte. Já Tiago Margarido, com menos um elemento em campo, sentiu a necessidade de refrescar o meio campo, trocando Labidi por Filipe Soares. 

Ganhou a aposta do técnico verde-branco. A formação lisboeta entrou disposta a repor a igualdade o mais cedo possível e atingiu tal objetivo aos 52 minutos. Trincão recuperou a bola a meio campo e serviu Fresneda. Este cruzou rasteiro para Suárez, com o colombiano a tocar para Pote. O português fuzilou o desamparado Lucas França. 

O golo trouxe mais confiança à turma de Alvalade, obrigando os madeirenses a arregaçar ainda mais as mangas para defender o ponto. Com muitos homens a surgirem no último terço, e já com Quenda a ajudar, o Sporting voltou a festejar aos 68 minutos, mas o lance viria a ser anulado por fora de jogo de Vagiannidis.

A pressão intensa dos leões manteve-se e, quatro minutos depois, foi recompensada com novo golo, desta vez legal. Gonçalo Inácio, com um passe magistral, descobriu Pote, que com tempo e muita técnica, atirou colocado à entrada da grande área. 

O Nacional reagiu e, num canto, Matheus Dias deixou para Lucas João, mas este cabeceou por cima da barra. Na resposta, os leões chegaram ao 3-1, com o recém-entrado Harder a concluir um bom passe de Pote. Já nos descontos, Suárez deu o hat-trick a Pote, numa altura em que a defesa do Nacional estava completamente ‘desligada’ do jogo.