Rui Borges, treinador do Sporting, abordou os episódios que marcaram o Clássico com o FC Porto. Em conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Famalicão, da 22.ª jornada da Liga, o técnico leonino criticou o que se passou no Dragão, mas, sem relativizar, optou por virar o foco para a valorização das equipas.

Dias pós-clássico marcados pelos jornais do balneário e episódios com apanha-bolas

«Enquanto treinador, vou àquilo que tenho dito. Nós e vocês, da comunicação social, que têm o papel desse lado, devemos valorizar muito mais os jogadores, as equipas, o nosso futebol, independentemente de não ter sido um grande jogo... pelos golos, talvez. O jogo tem muitas nuances, devemos valorizar mais isso, mas, concordo que não se deve relativizar algumas das coisas que se passaram. Parece que estamos a voltar ao século passado. Estamos em 2026. Não se deve relativizar isso, mas não vou entrar nessa luta. Estou muito mais focado em tentar valorizar o jogo e os jogadores de uma equipa e de outra. Temos de valorizar quem pratica o jogo e quem faz deste desporto tão espetacular como é.»

Sporting não vence o «Clássico» por demérito?

«Duas grandes equipas, muito competentes e claro que tivemos algumas coisas que poderiam ter sido feitas de forma diferente. Depois de ver achamos sempre coisas diferentes. Fizemos um jogo bastante competente, jogámos contra uma equipa que tem a melhor defesa. O mister Farioli falou disso no fim do jogo, colocar 11 jogadores a defender a sua área, devia estar a referir-se ao FC Porto. É uma equipa que defende muito bem a sua baliza e isso nota-se. Poderíamos fazer mais, mas jamais por falta de ambição.»