Rui Borges disse na sala de imprensa que faltou qualidade no último terço, principalmente na definição do último passe. O treinador lamenta que o Sporting não tenha conseguido fazer o 2-0 e matar o jogo.
Não ter feito o 2-0 foi decisivo?
«Poderíamos ter feito o 2-0 e matado o jogo e não deixar crescer o Gil Vicente. Na primeira parte tentámos controlar o jogo e o Gil Vicente tentou durante todo o jogo o contra-ataque. Conseguimos, na primeira parte, quebrar o jogo deles, conseguimos bater a pressão e faltou mais qualidade no último terço. Chegamos ao golo no ataque à profundidade e voltamos a entrar bem na segunda parte e podíamos ter chegado ao 2-0. A partir dos 20 minutos deixamos o Gil Vicente entrar em contra-ataques, depois de algumas perdas de bolas fáceis, e começou a acreditar. A expulsão condiciona, tentámos ajustar, mas nem tempo tivemos. Nos últimos minutos, foi mais com o coração do que com a qualidade.»
Equipa este mais reativa e não tanto de controlo?
«Tivemos 64 por cento de posse de bola. Tivemos sempre bola e conseguimos bater o bloco do Gil Vicente, conseguimos controlar a largura, mas faltou qualidade no último terço. Deixámos entrar no facilitismo de ganhar os espaços, perdemos bolas fáceis e deixámos os Gil entrar em contra-ataque, embora o Gil criou mais perigo nas bolas paradas. Faltou em alguns momentos melhorar a definição. A equipa esteve muito bem na reação à perda.»