Rui Borges analisou a vitória contra o Nacional, por 4-1, num jogo em que o Sporting chegou ao intervalo a perder. Entre elogios à equipa, ao futebol praticado e à dificuldade de jogar na Choupana, o técnico reforçou a superioridade dos leões.
A expulsão que desbloqueia a partida
«O desbloquear foi a seriedade da equipa e o manter-se rigoroso e capaz de perceber que íamos dar a volta ao resultado. É um jogo sempre difícil, mesmo depois de ficarem com dez. O Nacional, na semana passada, empatou com dez jogadores, por isso não torna o jogo mais fácil, às vezes torna-o mais difícil. E ficou com dez a ainda se encontrava a vencer.»
Com três lances, Nacional esteve perto de «criar estragos»
«Foi um jogo onde o Nacional nos criou perigo em três lances: dois cantos e um livre. Três lances de bola parada, onde nos podia ter criado mais estragos. De resto, o jogo foi nosso. Várias situações de finalização, várias situações de golo. Fomos sérios, mantivemo-nos coesos, rigorosos, concentrados. Na primeira parte, se calhar, faltou-nos ali mais proatividade, estávamos muito reativos. Sinto que, pelo menos da minha parte, que alguns jogadores sentiram o que é jogar na Choupana, aquele bafo de, às vezes, quando tinham uma ação ou duas seguidas de alta intensidade para recuperar demoravámos mais porque a equipa tinha bola e às vezes queríamos ligar e ainda estavam a recuperar. Houve jogadores que eu senti que tiveram alguma dificuldade de adaptação nesse sentido. Na segunda parte, melhorámos também nisso. Senti a equipa mais solta, mais proactiva, mais ligada, onde tínhamos de ser mais dinâmicos com bola e de a fazer chegar aos corredores.»
Uma equipa feliz a jogar e uma noite de gala para Pote
«Pote, Trincão, Luís Suárez, Geny, Quenda… A malta que entrou hoje, esteve muito bem. Acima de tudo, olho para todos eles e vejo-os focados e ambiciosos. Vejo é uma equipa, acima de tudo, feliz a jogar. O Trincão hoje, com 89 minutos [de jogo], a dar ‘piques’ de uma área à outra, a defender, a ajudar quando se calhar nem precisava. Aí demonstra bem aquilo qual é a felicidade da equipa a jogar. Está toda ligada, quer a jogar, quer divertir-se com paixão no jogo, quer fazer aquilo que melhor faz cada um dentro de um coletivo.»
A lesão de Morita
«Não posso dizer exatamente. Sentiu um pequeno desconforto e não quisemos arriscar mais. Ele também deu sinal logo. Vamos tentar perceber o que é entre amanhã e depois, qual a gravidade da lesão, ou não, e ver se é possível recuperá-lo.»