Oitenta e dois minutos de sofrimento intenso em Alvalade até Daniel Bragança saltar do banco para marcar o golo da importante vitória do Sporting sobre o Famalicão. Um marcador improvável a resolver um jogo que chegou a parecer muito complicado para os leões, com dois calafrios na primeira parte e um Francisco Trincão desinspirado na frente de ataque. Os leões foram empurrando o Famalicão para trás, mas o alívio só chegou já muito perto do final do jogo.
Pela primeira vez esta época sem Luis Suárez, Rui Borges optou por um ataque móvel, em formato carrossel, com os criativos Francisco Trincão e Pedro Gonçalves soltos na frente e com Luís Guilherme e Maxi Araújo a atacar a profundidade pelas alas. O treinador distribuía, assim, a responsabilidade do golo pelo coletivo, mas a estratégia demorou a ganhar forma sobre o relvado.
O Famalicão, apenas com uma alteração no onze, com Elisor a render Abubakar no ataque, entrou no jogo com um bloco subido a colocar muitos problemas na zona de construção dos leões. Ao primeiro apito de David Silva, as duas equipas concentraram-se numa faixa curta do terreno, a lutar pela posse de bola, com poucos espaços para fazer a bola correr. Gustavo Sá assinou o primeiro remate do jogo e, logo a seguir, as bancadas de Alvalade gelaram, quando Ibrahim Ba, muito adiantado, roubou uma bola a Maxi Araujo e atirou uma bomba indefensável para Rui Silva. Um golo que acabaria por se anulado, depois do VAR ter alertado para uma falta do senegalês sobre o uruguaio.
Ficou o aviso. O Sporting tinha mais bola, mas perdi-a facilmente no último terço, onde demonstrou sempre muita cerimónia e exibia um futebol demasiado rebuscado, com destaque para Fresneda que recorreu duas vezes ao calcanhar para…perder a bola. A pressão constante do Sporting obrigou o Famalicão a recuar as suas linhas e as primeiras oportunidades começaram a surgir junto à baliza de Carevic. Primeiro num remate em arco de Trincão, depois com uma bomba de Ricardo Mangas ao poste.
Os leões pareciam estar a conseguir assentar o seu jogo quando surgiu o segundo calafrio em Alvalade. Hjulmand perde uma bola para Gustavo Sá que, com um passe espetacular, abriu um corredor para Elisor desfilar até à área de Rui Silva. Fez-se um silêncio profundo em Alvalade, mas o francês, de forma inacreditável atirou ao lado.
Gustavo Sá serviu Elisor que desperdiçou esta grande oportunidade 😯#sporttvportugal #LIGAnaSPORTTV #LigaPortugalBetclic #SportingCP #FCFamalicao pic.twitter.com/p2nqoNNeyL
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Um segundo aviso que colocou os leões novamente em sentido. A equipa de Rui Borges melhorou na eficácia dos passes e voltou a crescer no jogo, desmultiplicando-se em oportunidades nos últimos dez minutos, diante de um Famalicão que começou a defender com duas linhas no meio-campo, mas que agora já defendia dentro da área de Carevic.
Ricardo Mangas reclamou um penálti, Hjulmand cabeceou por cima da trave, na sequência de um livre, e Pote também esteve muito perto de abrir o marcador, mas o nulo chegou intocável ao intervalo.
Rui Borges arrisca e volta a arriscar
Um nulo que não interessava nada ao Sporting que podia dicar a seis pontos do FC Porto e apenas com mais um sobre o Benfica. Com apenas 45 minutos pela frente, os leões entraram com muita mais intensidade na segunda parte, abrindo agora caminhos pela esquerda, enquanto na primeira parte tinha privilegiado o corredor de Luís Guilherme. Uma pressão constante que obrigou o Famalicão a recolher novamente para o interior da área de Carevic.
Rui Borges procurou aproveitar o momento lançando Geny Catamo para o ataque, recuando Maxi para o lugar de Mangas. Jogava-se agora claramente a duas velocidades, com os leões a carregarem no acelerador quando tinham a bola, mas com o Famalicão a travar a fundo, impondo muitas paragens no jogo, procurando explorar o nervo dos leões, cada vez mais impacientes.
O Sporting demorava a engrenar novamente e Rui Borges não esperou mais e arriscou tudo para os últimos quinze minutos, prescindindo de Fresneda e Morita para lançar Daniel Bragança e o jovem Rafael Nel para a frente de ataque numa altura em que o Famalicão já apostava tudo no empate.
Com uma frente de ataque alargada, o jogo passou definitivamente a ter um sentido único. O Sporting tinha mais bola, mas sentia extremas dificuldades em entrar numa área com uma densidade populacional extremamente elevada. O nervosismo já era palpável em Alvalade quando, na marcação de um pontapé de canto de Trincão, Daniel Bragança entra com tudo junto ao primeiro poste e desbloqueia, finalmente, o marcador, com um golo de cabeça, à ponta de lança. Alvalade veio abaixo!
Daniel Bragança nas alturas para dar a vitória aos leões ✈️#sporttvportugal #LIGAnaSPORTTV #LigaPortugalBetclic #SportingCP #FCFamalicao #betanolp pic.twitter.com/tX2TiZD3Ze
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Ainda faltavam quase dez minutos para o final e o Sporting tinha a equipa partida, mas Rui Borges ainda contou com duas cartas para equilibrar a contenda, lançando Vagiannidis e João Simões para segurar a preciosa vantagem que lhe permite manter a pressão sobre o FC Porto e a vantagem sobre o Benfica. Segue-se uma viagem a Moreira de Cónegos, onde o desafio para Rui Borges será encontrar um substituto para Pote que vai cumprir castigo.