A FIGURA: Nuno Santos

Sofreu o penálti que esteve na origem do 1-0 e ultrapassou Zé Carlos na jogada do 3-1 (autogolo de Lucas Cunha). Fez a diferença no corredor esquerdo, onde deu largura e acumulou boas combinações. Foi um dos melhores do Sporting e esteve perto de um merecidíssimo golo aos 76 minutos. A lateral ou como como um dos três homens da frente, dá sempre tudo para cumprir a tarefa e feliz do treinador que tem um jogador assim. E ele, Amorim, sabe bem o que é ser um jogador assim. Versátil.

O MOMENTO: MINUTO 53. O autogolo que deu conforto ao leão

O Sporting esteve quase sempre por cima do jogo, mas o golo do Gil em cima do intervalo alimentava, legitimamente, a dúvida no jogo. A partir do golo de Lucas na própria baliza, ficou claro que os leões iam segurar os três pontos que lhe permitem adiar o desfecho do campeonato pelo menos até ao próximo fim de semana.

OUTROS DESTAQUES

Porro: foi o homem que mais vezes conseguiu desmontar a organização defensiva do Gil Vicente, que concentrou esforços em fechar mais os caminhos por dentro. Muito mais extremo do que propriamente um lateral ofensivo, recebeu inúmeras vezes a bola à entrada do último terço, sendo servido por Palhinha, Matheus Nunes ou até Nuno Santos, que lhe foram despejando bolas para aquele corredor onde foi aparecendo tantas vezes sem oposição. Está na jogada do 2-0, golo que quase foi dele (e que golaço era!) uns minutos antes. Pouco depois do 1-0, entregou o bis a Sarabia, mas o compatriota finalizou mal.

Sarabia: inaugurou o marcador na conversão de um castigo máximo (18 golos nesta temporada) e podia não ter ficado por aqui, mas não esteve muito apurado na finalização. Ainda assim, esteve em alguns dos melhores desenhos ofensivos dos leões nesta noite, como naquele em que aos 61 minutos, tocou de calcanhar para Paulinho, que atirou para grande defesa de Andrew.

Pedro Gonçalves: marcou na conversão de um penálti que em condições normais seria para Sarabia e colocou um ponto final numa sequência de mais de dois meses sem marcar. Está muito longe do nível evidenciado na época passada e, a espaços em 2021/22, mas a espaços vê-se o «velho» Pote.

Edwards: foi o primeiro jogador do Sporting a ser substituído, aos 56 minutos, quando parecia ainda ter mais a dar ao jogo. Fez uma primeira parte positiva, coroada com um golo, e criou desequilíbrios na meia-direita.

Andrew: o penálti é um penálti e no 2-0 ainda conseguiu negar uma primeira tentativa de Luís Neto. Só nos primeiros 45 minutos fez pelo menos três defesas de grande categoria. Foi por ele que o jogo não ficou sentenciado logo na primeira parte. Manteve o nível na etapa complementar continuando a colecionar momentos de inspiração. Apesar do resultado pesado, foi um dos melhores da equipa de Ricardo Soares.

Pedrinho: é claramente o maestro desta equipa minhota que surpreendeu pela positiva em 2021/22 e está na iminência de fechar a época no 5.º lugar. Assistiu Navarro para o golo do Gil perto do intervalo e procurou sempre espaços para ter bola e fazer a diferença.