A FIGURA: GYÖKERES

Foram várias as vezes em que os homens mais recuados do Sporting procuraram a profundidade do sueco, impiedosamente marcado pelos defesas do Moreirense: Marcelo foi amarelado e Maracás viu dois amarelos (e o consequente vermelho) por duas faltas sobre ele. Cresceu (MUITO!) na segunda parte e esteve umbilicalmente ligado à vitória dos leões. Primeiro, assistiu de forma quase involuntária Hjulmand para o 1-0 e, depois, fez de cabeça o golo da tranquilidade. Não marcava desde a jornada inaugural da Liga, quando bisou na receção ao Vizela.

O MOMENTO: golo de Hjulmand. MINUTO 55

Apesar da superioridade leonina, o nulo no marcador persistia e o Moreirense tinha acabado de dar um ar da sua graça num remate da zona do meio-campo. Até que Hjulmand quebrou a resistência dos minhotos e abriu caminho para um resto de noite tranquila do Sporting em Alvalade.

OUTROS DESTAQUES

Hjulmand: pode ter características diferentes das de Ugarte, que era mais impositivo nos duelos. Mas o médio dinamarquês encheu o campo. Na primeira parte, teve pelo menos duas importantes recuperações que impediram dois contra-ataques potencialmente perigosos para o Moreirense, mas fez muito mais do que isso. Desequilibrou também com bola, distribuindo quase sempre rápido e bem e aos 29 minutos atirou ao poste esquerdo, mostrando que, apesar de ter apenas um golo marcado no futebol profissional, a meia-distância dele não pode ser subestimada. Nada mesmo (!) e a prova disso foi o golo marcado (55m) da mesma zona onde já tinha marcado (foi anulado) em Braga. Até este jogo, tinha apenas um golo como profissional, apontado em 2019/20 quando jogava numa equipa austríaca chamada Admira. Fica o aviso: não se admirem se marcar mais. Foi substituído pouco depois dos 80 minutos e recebeu uma tremenda ovação. Foi o melhor jogador do Sporting durante mais tempo.

Nuno Santos: muito ativo no corredor esquerdo, de onde tirou vários cruzamentos perigosos e esteve, inclusive, perto do golo na reta final da primeira parte. Fez a assistência para o 2-0.

Morita: esteve nas jogadas mais perigosas do Sporting na primeira parte. Na sequência de um canto batido da esquerda, acertou no poste esquerdo e na recarga rematou para bela mancha de Kewin, aos 31 minutos assistiu (quereria rematar?) Esgaio para o 1-0 anulado por 5 centímetros e já perto do apito para o descanso obrigou o guarda-redes do Moreirense a fazer a defesa da noite. Tem cada vez mais influência na manobra ofensiva dos leões, envolvendo-se cada vez mais em ações perto do último terço. Nas bolas paradas, por exemplo, já se percebeu que tem instruções claras para se «fazer de esquecido» junto a um dos postes.

Alanzinho: Alanzinho só se for pelo tamanho. Porque a dimensão futebolística é tudo menos diminuta. Foi o jogador mais criativo do ataque da equipa minhota e teve várias ações interessantíssimas, como aquela em que serviu André Luís para o remate do ponta de lança ao poste logo nos minutos iniciais.

Kewin: quando Hjulmand derrubou a resistência do Moreirense, o guardião brasileiro já tinha feito pelo menos três defesas de elevado grau de dificuldades. Duas a remates de Morita e outra numa tentativa de Nuno Santos. Mostrou segurança nas saídas dos postes.