Ricardo Valente estreou-se a titular com um golo, André André chegou à dezena de golos esta época e Tomané pôs fim a um jejum que já durava há mais de quatro meses e meio. Hernâni também já não marcava há dois meses e voltou a ser feliz. Triunfo simples e pragmático a aproveitar as fragilidades defensivas da Académica.

A diferença entre o V. Guimarães e A académica foi demasiado evidente. O conjunto de Rui Vitória demonstra outros argumentos que a Académica de Paulo Sérgio não pode combater, e que o resultado do jogo da noite deste sábado não deixa de comprovar.

Depois do susto, o sentido único

A Académica entrou no D. Afonso Henriques disposta a tentar esbater a tal diferença que a tabela classificativa evidencia. Nos primeiros minutos até se aproximou por duas ocasiões da baliza de Assis. Primeiro foi Rafael Lopes a rematar por cima do travessão, depois foi João Afonso a desentender-se com Assis, quase deixando Rui Pedro isolado.

Acabou aqui, aos onze minutos, a réplica da Académica na Cidade-Berço. A partir do quarto de hora entraram em cena os «meninos de rua», como Rui Vitória gosta de lhes chamar. Valente estreou-se a titular no lugar de Ricardo Gomes e começou a imprimir sentido único ao encontro.

Abriu o ativo aos dezasseis minutos depois de uma defesa de Lee a remate de cabeça de Tomané. A dez minutos do intervalo André André converteu um castigo máximo a punir falta de Ofori sobre Hernâni, imprudente a ação do defesa da «Briosa» sobre o extremo, e o que é certo é que o V. Guimarães chegava a uma vantagem confortável.

Acusou o golo a Académica e acabou o primeiro tempo a penar, desejando pelo período de descanso. O jogo tinha sentido único e os «estudantes» ainda viram Josué enviar uma bola ao ferro e Tomané ampliar a vantagem para os três golos de diferença numa jogada bem delineada pelo lado direito do ataque do V. Guimarães.

Hernâni carimba a «chapa quatro»

Com a questão do vencedor arrumada ao intervalo, no segundo tempo a qualidade do futebol apresentado decresceu. O conjunto da casa limitou-se a gerir a vantagem, enquanto que a Académica esbracejava de forma aflita, tentando fazer prova de vida. A verdade é que nunca foi capaz de importunar verdadeiramente Assis.

A perder por três bolas a zero, pouco ou nada foi capaz de fazer o conjunto de Paulo Sérgio. Limitou-se a ver o cronómetro correr para o final e nem sequer estranhou os apenas dois minutos de compensação dados pelo quarto árbitro. O encontro terminou ao som de «olés» vindos das bancadas, já depois de o V. Guimarães ter ampliado a vantagem a dez minutos do apito final de Vasco Santos.

Está concluída a primeira volta para V. Guimarães e Académica. Rui Vitória sorri, segura o quarto lugar e pressiona o Sporting. A Académica de Paulo Sérgio segue ao sabor dos maus resultados, ainda só soma um triunfo e suspira para que o Penafiel não faça nenhuma gracinha diante do FC Porto. Improvável, mas ainda assim, a «Briosa» corre o risco de dobrar a metade do campeonato em lugar de despromoção.