Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, após o desaire (0-1) frente ao Sp. Braga. O técnico dos cónegos diz que a sua equipa tinha de ser mais objetiva.

Análise de jogo

«Acho que tivemos demasiado respeito pelo Braga, em determinado momento parecia que estávamos a jogar contra uma superequipa, a diferença era gigante. Pressionámos bastante bem, quando ativámos as nossas pressões obrigámos o Braga a jogar longo, mas depois não fomos eficazes na primeira e na segunda bola. Penso que não houve grandes situações e aproximações, as grandes oportunidades junto da nossa baliza surgem de bola parada, tínhamos obrigação de fazer muito melhor no golo sofrido, estávamos avisados. Ofensivamente acho que fizemos pouco, fomos pouco ambiciosos. Tínhamos de ser práticos e objetivos, das vezes que saímos da pressão mastigámos muito o jogo e não fomos práticos. Sem por a vitória do Braga em causa, no geral foram superiores, mas o jogo foi equilibrado».

Fabiano

«Neste momento acrescente a número, o que tem sido difícil [risos]. Esteve muito tempo parada, ainda está longe da forma ideal, acaba por ser mais um lateral do plantel. É um jogador com experiência, vem trazer isso, nunca vou pedir aos meninos que resolvam problemas, e é sempre importante ter jogadores com a experiência do Fabiano».

Diferença para a primeira volta

«Gradualmente temos perdido algumas coisas. Em termos de processo não mudámos grande coisa, mas temos perdido capacidade de fazer golos. Não estamos a chegar tantas vezes quanto isso, e precisamos de chegar mais vezes para marcar. Em termos defensivos até melhorámos, temos feito menos penálti, mas tem a ver com as alterações que acabámos por fazer. Falta um pouco de bagagem, de experiência e tarimba a alguns meninos; qualidade, não, estamos muito bem servidos, mas aqui ou ali falta crença para agarrar na bola. O próprio treinador está pelo primeiro ano na Liga, se calhar tem de perceber que nestes jogos a abordagem tem de ser diferente, estamos todos a crescer».