O Vitória regressou aos triunfos na receção ao vizinho Moreirense (1-0), amealhando os três pontos num jogo que ficou marcado por um apagão no Estádio D. Afonso Henriques. Apenas uma grande penalidade decidiu o duelo vimaranense, com Samu a não desperdiçar na marca dos onze metros já a meio da segunda metade.
Quando o jogo estava na fase final, faltando jogar-se três minutos, o estádio ficou às escuras num momento que marcou o primeiro jogo desta ronda. Depois de quinze minutos de espera, a luz lá voltou, a tempo de carimbar os três pontos para a equipa da casa.
A ansiedade de recuperar terreno para os lugares europeus até começou por trair o conjunto de Luís Pinto, que ficou presa na sua própria pressão e deixou os cónegos confortáveis a jogar com o resultado e com a vontade exagerada do conjunto da casa. Ndoye acreditou e sacou um penálti que Samu converteu. A dupla foi lançada a partir do banco e foi determinante.
Com os dois emblemas separados por cinco pontos, a desvantagem vitoriana levou Luís Pinto a apostar numa equipa de tração à frente para recuperar terreno ao vizinho. Cinco alterações no onze, com Camara, Saviolo, Gustavo e Nélson Oliveira a montar uma linha da frente repentina e sempre pronta para a pressão.
AO MINUTO: as incidências do jogo
Perante este cenário, o Moreirense encaixou bem no jogo, soube sair da pressão, escondeu a bola ao Vitória sabendo que um empate não seria, à partida, de recusar. Como que sacudiu a pressão, atirando-a para o outro lado, deixando o Vitória com vontade de ter iniciativa, mas refém da falta de capacidade para assumir cabalmente as despesas do jogo.
Foi, por isso, um Moreirense organizado e matreiro aquele que evoluiu no jogo inaugural ronda 20 da Liga, construindo alguns lances ofensivos que puseram em sentido o último reduto da equipa da casa. Em contraponto, o Vitória apenas conseguia criar lances ofensivos através de jogo direto e sem muito labor.
Samu foi lançado ao intervalo por Luís Pinto, de forma a reorganizar a equipa. A alteração teve efeitos práticos, com o Vitória a conseguir ter mais fluidez no seu jogo. Esteve longe de ser brilhante, mas cresceu. A entrada de Ndoye ajudou a provocar mais desequilíbrios.
Num lance de crença o avançado senegalês intrometeu-se entre Stjepanovic e Luís Pinto num lance aparentemente controlado, ganhou em velocidade e apenas foi travado em falta na área, dando a oportunidade a Samu para resolver o jogo. Um jogo amarrado acabou para cair para o Vitória, ao fim de contas, a equipa que mais quis os três pontos.
Após duas derrotas a seguir ao brilharete na Taça da Liga, o Vitória de Guimarães está de volta aos triunfos, mantendo-se o histórico que dita uma ampla vantagem no histórico de receções ao vizinho. O Moreirense nunca venceu no D. Afonso Henriques em jogos da Liga.
A FIGURA: Samu
A sua presença em campo deu outra dimensão ao jogo do Vitória. Os conquistadores mantiveram a capacidade de pressão e ganharam em organização com bola, tendo mais fluidez no jogo com as ações do médio. Resolveu o jogo na transformação de uma grande penalidade ao minuto 67.
O MOMENTO: golo do Vitória (67’)
Frente a frente entre Samu e André Ferreira, com o médio do Vitória a levar a melhor da marca dos onze metros. Bola para o meio na conversão do penálti, depois esperar que André Ferreira caísse para um dos lados. Castigo máximo a meio da segunda metade a definir o jogo para o conjunto de Luís Pinto.
NEGATIVO: apagão no D. Afonso Henriques
Lance na área do Vitória, Maranhão cabeceia para defesa de Charles e apagão no D. Afonso Henriques. O sistema de iluminação falhou, obrigando a interromper o jogo sensivelmente quinze minutos quando faltavam jogar três minutos. Depois da festa na bancada, com as lanternas dos telemóveis, a bola lá voltou a rolar.