Luís Pinto, treinador do Vitória, em declarações na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após o triunfo (2-1) frente ao Estela da Amadora. O técnico do Vitória destaca a reação da equipa, apesar da fraca primeira parte.
Análise ao jogo
«Se não tivermos o que é inegociável o resto é acessório. O que aconteceu na primeira parte, e tenho a certeza que não foi por maldade nem propositado, foi mesmo por incapacidade, por aquilo que foi o último jogo, o que significava voltar a vencer em casa, a apatia que existiu foi um pouco o congelar de toda a gente. Queríamos muito mudar as coisas, mas num passe falhado nossa há uma oportunidade de golo, o Abascal lesiona-se a seguir e acredito que as coisas negativas tenham entrada cabeça dos jogadores. Ao intervalo a mensagem foi essa, se não tivéssemos intensidade, se não reagíssemos à perde e não fizéssemos o que ia ser inegociável, não íamos conseguir. Teve a ver com atitude, não teve a ver com mais nada».
Começar a perder é uma espécie de clique
«Passou isso pela cabeça quando sofremos. A força de vontade na segunda parte deixa-nos satisfeitos, mas não pode ser assim, temos de ter a capacidade de jogar o jogo todo. Não existe falta de vontade, é inconcebível pensar uma coisa dessas. Estávamos apáticos, não estávamos a reagir. Na segunda parte reagimos, conseguimos trazer o estádio todo para o nosso lado, na segunda parte não estávamos a fazer nada para ter os adeptos do nosso lado».
Significado da segunda parte para as próximas jornadas
«Acredito que é importante para todos os jogos. Tem de ser não negociável, esta forma de estar e de querer que as coisas aconteçam a nosso favor, de não acontecer é futebol, mas a forma de estar em campo tem de ser algo a mostrar sempre, proatividade, o Estrela não pode chegar sempre primeiro. Tem de ser para o próximo jogo como para todos os que faltam».
Dois estreantes a marcar
«Reflete o que andámos a falar desde o início do campeonato, é o projeto que o Vitória tem, de lançar jovens. Acabámos com uma linha defensiva em que o mais velho tem 25 anos, o Balieiro faz um jogo muito bem conseguido no segundo jogo a titular, faz o golo. A pressão de jogar no Vitória existe, podemos falar na apatia, mas é preciso ter estaleca para jogar aqui, ainda para mais após um resultado negativo. Faz parte do processo que têm de ir cimentando. Temos muitas oportunidades em que podíamos fazer golos na primeira parte. Mas, mesmo podendo estar a ganhar ao intervalo, não foi de todo uma primeira parte conseguida. Há três ou quatro jogos para cá andamos a jogar uma parte, é uma realidade que não podemos esconder. Temos de ter esta capacidade e temos de crescer sobre isso. Os nossos jogadores jovens vão conseguir ter mais consistência de certeza absoluta».