Na véspera da receção ao Gil Vicente, jogo da última jornada da Liga, Pepa fez uma reflexão sobre a época do Vitória de Guimarães. O técnico admitiu que a equipa foi «irregular», mesmo com «coisas positivas». 

Ciente de que há uma «tendência para se olhar como deceção» a incapacidade vitoriana em atingir o quinto lugar, de acesso à Liga Conferência, o técnico frisou que os seus jogadores fizeram «muita coisa boa», mas com «alguma inconstância», ao contrário do adversário de domingo, que garantiu o quinto lugar e o inédito apuramento para as provas da UEFA após ter sido «mais regular».

«Temos de reconhecer que, do outro lado, houve uma equipa mais regular do que nós. Tudo fizemos para conseguir mais, mas há muitas coisas positivas que queremos continuar. (…) Já falei de alguma inconstância, de alguma irregularidade em termos exibicionais [para explicar o sexto lugar]», referiu, em conferência de imprensa.

Pepa aproveitou a ocasião para dar os «parabéns» ao Gil pela «época fantástica», mas vincou também que o sentimento de «deceção» no Vitória emerge na circunstância de a equipa ter «alimentado a esperança» de um lugar mais acima na tabela até à ronda anterior. 

O treinador reconheceu que o Vitória deveria ter «conseguido mais vitórias» e que é «impensável» sofrer golos em 20 jogos seguidos. Pepa recusou ainda desvalorizar o sexto posto, lugar que pode dar acesso à Liga Conferência caso o FC Porto conquiste a Taça de Portugal contra o Tondela. 

Pepa assumiu que «não assinava o sexto lugar» se «no início de época» lhe dissessem que iria viver a «turbulência» que viveu, lembrando que há jogadores que passaram por «cinco treinadores nos últimos dois anos» e duas direções. 

Grato para com os adeptos que assistiram ao treino da manhã de hoje, no Estádio D. Afonso Henriques, o treinador comentou ainda o facto de o jogo com os gilistas se realizar à porta fechada, na sequência de um processo do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol referente ao Vitória de Guimarães–Benfica (0-1), de 04 de janeiro de 2020, que teve quatro interrupções.

«Só vejo o Vitória ser castigado com jogos. Já é o segundo desde que estou aqui há um ano [o primeiro foi com o Leixões, em julho de 2021, referente ao ‘caso Marega’]. Ainda agora temos uma situação vergonhosa, do Rochinha [no jogo com o Boavista], em que o clube já se manifestou. (…) Quando é o Vitória, leva sempre por tabela», concluiu.

O Vitória-Gil, encontro que marca o fim da edição da Liga 2021/22, está agendado para as 20h30, do próximo domingo.