O presidente do Vitória de Guimarães, António Miguel Cardoso, abordou o atual momento do clube após o empate caseiro (1-1) frente ao Arouca. Com um arranque de temporada aquém do esperado, em que soma apenas quatro pontos ao fim de quatro jornadas, o líder máximo do clube deu um voto de confiança ao técnico Luís Pinto.
«Sempre dissemos que o projeto é sustentando no futuro que vem da formação. Neste momento, passado três anos, fui reeleito com 90 por cento dos votos. O projeto continua, temos uma equipa a trabalhar com bons processos em prol do Vitória, a fazer com que estes jovens possam aparecer. Temos a obrigação de apoiar estes jovens, de deixar respirar estes jovens que estão no balneário a chorar, esta equipa técnica e esta direção», disse.
A equipa foi contestada no final do jogo com os arouquenses, sendo que António Miguel Cardoso foi mais longe e referiu sair do clube, caso o Vitória não fique no quinto posto da classificação e, dessa forma, não garanta a classificação europeia.
«Queremos que os sócios estejam connosco, que nos deixem trabalhar e nos deixam respirar. Estou convencido que vamos ficar em quito lugar, não estou agarrado a nada e se não ficar em quinto lugar saio. O projeto é este, estamos muito satisfeitos com a equipa técnica», rematou, acrescentando ainda querer «jogadores dentro do clube que respeitem o clube e que queiram estar cá».
Também na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, para além da análise ao jogo, o técnico Luís Pinto reforçou que o caminho «é continuar a acreditar no processo». «É alguém que partilha muito do dia a dia, vê o que é feito, é o mentor do projeto e sabe as decisões que estão a ser tomadas no clube. O que temos de fazer é continuar muito crentes e fortes no nosso processo, na nossa forma de estar e de trabalhar, e passar aquilo que é estar no Vitória».