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«Acho que foi um pouquinho de Deus, porque a gente estava sem dois centrais. Consegui cabecear bem e a bola só tinha ali para entrar. Não foi treinado, realmente foi ali uma jogada que aconteceu naturalmente. Fui feliz e até que foi um bonito golo», disse o jogador relembrando o momento do golo.

Luan garante que o golo saiu por acaso, pois não havia nenhuma jogada preparada para aquela situação: «A gente não treina aquela jogada no primeiro poste e a então eu nem combinei nada com o César. Decidi entrar ali porque de repente a bola podia ser mal batida, ou o César podia tentar chutar em direção ao golo e eu podia desviar para o golo. Aí deu certo e bateu ali no primeiro poste».

«Acredito sempre»

Com que espírito é que um jogador sobe no terreno, sabendo de antemão que terá de lutar contra tudo e todos? Foi o que aconteceu a Luan, que subiu à área rodeado por oito adversários. O jogador diz que acredita sempre: «Eu acredito sempre, e subi para a área para tentar fazer golo e para tentar ajudar os meus companheiros. Fui feliz».

Luan ressalva o espírito de união entre o grupo Gilista e recusa o estatuto de herói do jogo.

O jogador salienta também as exibições de Adriano e Gabriel: «Herói do jogo não. O herói do jogo é o trabalho que a gente tem feito, está o grupo unido e o Adriano esteve muito bem, o Gabriel esteve muito bem e a equipa toda esteve muito bem. O herói é o grupo, que está cada vez mais forte».

O médio brasileiro considera que o triunfo teve ainda mais valor pela forma como foi conseguido: «Não é todos os dias que se ganha a uma equipa forte, como o Braga, ainda mais com dois a menos e para mais dois centrais que é muito complicado praticamente o segundo tempo inteiro. A vitória foi muito melhor, muito mais marcante. Foi muito bom mesmo».

«Não vamos ter medo do Porto»

O calendário do Gil Vicente adivinhava-se e continua a adivinhar-se difícil, contudo a equipa de João de Deus segue no lote dos terceiros classificados, a meias com Rio Ave e Sp. Braga. Em três jogos a equipa de Barcelos somou seis pontos. Luan fala em ter os pés no chão: «O nosso objectivo é a manutenção, temos que pensar nisso, e trabalhar bem sempre com os pés no chão».

Segue-se o FC Porto e o médio de 24 anos diz que o Gil Vicente vai ao Dragão para ganhar apesar do respeito pelo adversário: «Temos que respeitar, como respeitamos todo mundo, porém não devemos e não vamos ter medo. Vamos com os pés no chão, respeitando. Temos que jogar, fazer o nosso trabalho e ir lá para ganhar.»

Lázaro Luan Scapolan, tem 24 anos e é natural de São Paulo. Ficou no banco de suplentes na primeira jornada do campeonato, tendo entrado no decorrer do segundo tempo. Nas duas últimas jornadas completou os noventa minutos, quer na Luz quer diante do Sp.Braga, e destaca-se como um dos pilares da equipa de João de Deus.