O Maisfutebol desafiou os jogadores portugueses que atuam no estrangeiro, em vários cantos do mundo, a relatar as suas experiências para os nossos leitores. É isso que farão daqui para a frente:

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«Olá!

Chamo-me Nuno Coelho, nasci na Covilhã há 24 anos e estou atualmente emprestado pelo Benfica ao Aris Salónica, da Grécia.

Comecei por ser praticante de basquetebol durante sete anos, por influência dos meus pais, também eles jogadores. O meu percurso no futebol começou quando tinha 12 anos, no Sporting da Covilhã.

Aos 15 estreei-me na equipa principal, passando a treinar sempre com o plantel sénior e aos 16 anos era titular, sagrando-me campeão nacional da II Divisão, Zona Centro, e foi aí que se deu a minha transferência para o F.C. Porto, em Dezembro. Apesar das propostas de Benfica e Chelsea, acabei por escolher o F.C. Porto para dar continuidade à minha carreira.

Foi no Sporting da Covilhã que obtive a minha primeira internacionalização. Foram 50 no total, dos sub-18 aos sub-23. Joguei um campeonato da Europa de sub-19, na Polónia, e um Mundial de sub-20, no Canadá. Representar Portugal é, sem dúvida, um dos momentos altos de um jogador.

No F.C. Porto, estive dois anos na equipa B, jogando também nas fases finais dos campeonatos de juniores, acabando por ser chamado algumas vezes à equipa principal, principalmente com Co Adriaanse. Sem espaço no plantel principal, no meu primeiro ano de sénior tive a minha estreia na primeira liga, em Leiria, com Domingos Paciência (meu ex-treinador no F.C. Porto B).

Era ano de Mundial de sub-20 e, como estava a jogar pouco, em dezembro fui emprestado pelo F.C. Porto ao Portimonense, da segunda liga, onde permaneci dois anos e meio. É uma cidade exemplar e clube bem organizado, onde sempre fui muito acarinhado.

Depois de dois anos e meio, tive a primeira experiência no estrangeiro, no Villarreal, de Espanha, mas a adaptação não foi a que esperava e acabei por ficar apenas um mês e meio, voltando para Portugal e para a primeira liga, através da Académica, um clube que me deu das melhores experiências a nível pessoal e profissional. Trabalhei com treinadores fantásticos, como André Villas-Boas, e ainda hoje sinto o que é ser da Briosa.

Terminando o meu contrato com a Académica, era um jogador livre e tive a oportunidade de assinar novamente por um grande de Portugal. Foi aí que se deu a minha transferência para o Benfica. Realizei a pré-temporada com a equipa, na Suíça, acabando por ser emprestado ao Beira-Mar para mais uma temporada na primeira liga.

Depois de termos conseguido a manutenção em Aveiro, onde conheci pessoas fantásticas e representei um clube especial, decidi ter a minha segunda experiência no estrangeiro.

Assim, como já referi, neste momento encontro-me na Grécia, no Aris de Salónica, emprestado pelo Benfica. É um clube grande da Grécia, com adeptos completamente fanáticos e que, apesar do clube estar a passar por algumas dificuldades, não deixam de estar sempre com a equipa.

Um abraço a todos os leitores do Maisfutebol,

Nuno Coelho»