Abel Ferreira lutou até à última jornada, mas não evitou que o Botafogo se sagrasse, este domingo, campeão brasileiro. O treinador português assumiu estar «triste» pela exibição do Palmeiras na derrota com o Fluminense (1-0) e felicitou Artur Jorge.
«Eu orgulho-me desta equipa. Menos hoje. Hoje estou triste. Triste com o que os jogadores fizeram hoje, não esperava isto», começou por dizer Abel Ferreira.
«Hoje, não lutámos. Merecemos todas as críticas. Fomos a sombra da nossa equipa. Hoje, todos podem criticar, porque faltou alma. Quando falta alma, têm de falar. Nem no ano passado estava tudo bem e nem neste ano está tudo mal. (...) A mim, ninguém vai ensinar que o futebol brasileiro é competitivo. Eu estou aqui há quatro anos. Quando uma equipa é melhor do que o Palmeiras, como foi o Botafogo, eu só tenho de vir aqui e parabenizar», acrescentou.
«Eu gostaria que as minhas palavras fossem para John Textor. Dar os parabéns pela bela campanha ao meu conterrâneo Artur Jorge que foi magnífico, ao capitão deles também. Foram magníficos», completou.
Abel lembrou ainda que o Palmeiras teria outra palavra a dizer na luta pelo título caso tivesse vencido o jogo com o Palmeiras.
«Não preciso de falar mal do Palmeiras para enaltecer o Botafogo. Foi o clube que mais investiu na América do Sul. Não precisamos de falar mal do Palmeiras. O Senna não deixou de ser referência por ter ganho três títulos em dez anos. Acham uma vergonha o que fizemos na Libertadores? Jogámos mal lá e fomos guerreiros aqui. No Brasileirão também. Agora, é fácil falar do treinador, João, Joaquim... Chegámos na nossa casa a poder ser campeões. Estava na nossa mão e não conseguimos. Fomos uma sombra. Mas contra o Botafogo tivemos tudo, e não conseguimos», lamentou.