Leonardo Jardim estava bastante insatisfeito após a derrota do Flamengo com o Palmeiras (3-0). O treinador português teceu várias críticas à arbitragem, devido à expulsão de Carrascal aos 21 minutos, quando o jogo ainda estava empatado a zero.

«Ainda não falei com o Carrascal individualmente, falamos só no grupo. Há uma coisa que é o jogo agressivo e outra coisa que é o pé alto. Acredito que foi mais pé alto do que jogo agressivo. Pé alto normalmente é cartão amarelo. No ano passado, vi um Internacional-Palmeiras com pé alto do Palmeiras, e o árbitro não expulsou. Mas acho que é muito fácil dar cartões vermelhos ao Flamengo. Um jogo em que o árbitro optou por um nível de agressividade alto, o Jorginho levou uma porrada aos 30 segundos, e o árbitro não disse nada, mandou jogar», começou por dizer Leonardo Jardim, em conferência de imprensa.

«Não percebo os critérios. O que eu percebo é: contra o Flamengo, é fácil tirar o cartão vermelho e dar. Isso eu entendo muito bem», frisou.

«Sobre a arbitragem, eu não percebo nada e nem tenho o objetivo de apitar jogos. Mas, como eu disse, vejo os dados. Sabem qual é o aproveitamento do Palmeiras com este árbitro? Têm uma ideia? 90 e tantos por cento. O aproveitamento do Flamengo com este árbitro? Menos de 50 por cento. Uma equipa que normalmente ganha muito. Vejam os dados. As opiniões são para as outras pessoas, não para mim. Mas é isso que eu vejo. Eu vejo os conceitos e ideias de apitar, mas gosto de regulamentar as coisas. Não podemos ter a mesma situação com critérios diferentes, é isso que eu não posso aceitar na competição», completou.

Jardim admitiu que a expulsão «condicionou o jogo e todos os nervos», mas sentiu que o Flamengo, mesmo com dez, teve «algum volume superior ao adversário». O técnico português também garantiu que tem responsabilidade pelo resultado negativo.

«Eu, como treinador, sou sempre responsável pelos erros individuais dos meus jogadores. Com certeza que o Palmeiras não ganhou por dominar, isso ficou bem provado nos primeiros 20 minutos e ficou provado mesmo com menos um jogador. Mas o erros ditaram regras. Não sou eu que vou tirar a minha responsabilidade para colocar nos jogadores. Quando as coisas não acontecem eu sou sempre o responsável», concluiu.