Paulo Fonseca aproxima-se da glória no Lyon. Não necessariamente em forma de títulos, mas, pelo menos, em recordes e reconhecimento dos adeptos. 

Após somar 13 vitórias consecutivas, está apenas a uma de igualar o melhor registo de sempre do clube, atingido em 2006 na época áurea do clube. Numa entrevista aos meios do clube, Fonseca admite a dificuldade (mas não a impossibilidade) de vencer o título.

«Sinto que é possível, mas é muito difícil. A Ligue 1 é extremamente competitiva. No entanto, acredito muito neste grupo, na ambição e na forma como trabalham. Não sei em que competição, mas podemos ser uma surpresa. Começámos a época com limitações, mas estamos num bom momento e acredito que possamos surpreender no final», afirma.

O Lyon de Paulo Fonseca é, atualmente, terceiro classificado na Ligue 1 e terminou a fase de liga da Liga Europa em primeiro lugar, apurando-se diretamente para os oitavos de final, e vai disputar os quartos de final da Taça de França a cinco de março, frente ao Lens.

«O importante, seja no Paços, no Braga ou aqui, é criar uma identidade clara e uma forma de jogar fácil de identificar. Quero também fazer evoluir os jogadores. Sinto que podemos fazer algo especial, como já fiz noutras equipas», disse. 

Paulo Fonseca é conhecido por aplicar um estilo de jogo ofensivo nas suas equipas, rejeitando ser «resultadista». Admite que Guardiola é uma «referência».

«Gosto de ter a bola, de dominar o jogo e de criar uma forma de jogar que as pessoas apreciem. Como treinador, sinto que temos a obrigação de proporcionar um bom espetáculo. As pessoas vêm ao estádio para ver coisas bonitas e eu tento sempre criar isso. Não sou resultadista, não sou alguém que ganha e fica sempre satisfeito só porque ganhou. O processo é importante. Não é só ganhar, é a forma como se ganha. É a minha maneira de estar no futebol», explicou o português.

Um dos jogadores que tem contribuído mais para esta boa forma é Endrick, emprestado pelo Real Madrid. Fonseca diz que o grupo percebeu que o brasileiro é «um jogador especial». «Tem 19 anos e é muito mediático. Tenho de o ajudar a lidar com isso», afirma.

No domingo, em casa do Estrasburgo, Fonseca tem a chance de entrar para a história do Lyon. Melhor ainda se vencer também no Velódrome, em casa do Marselha, e atingir um novo recorde de 15 triunfos seguidos em casa do maior rival.